domingo, 27 de outubro de 2013

EPTG - Uma cara exclusividade

27/10/2013 - clicabrasilia.com.br

As faixas exclusivas para ônibus da Estrada Parque Guará-Taguatinga (EPTG) estão praticamente inoperantes. O cancelamento da integração dos coletivos deixou os 12,6 quilômetros dos corredores ainda mais vazios, pois os ônibus precisam circular pelas marginais. Além disso, ao contrário da promessa anunciada pelo governo, a nova frota não está adaptada à ideia, e as portas continuam do lado direito.

Sem entender o que aconteceu durante o processo, 500 mil motoristas e passageiros ainda sofrem diariamente com os antigos e longos congestionamentos nos horários de pico. Muitos chegam até a invadir as vias, permitidas somente para transporte público, escolares e táxis autorizados. Para boa parte deles, o sistema é um fracasso e a solução para os engarrafamentos estaria ali, nos espaços pouco utilizados da rodovia.

"A gente tem a sensação de que o dinheiro público foi mal investido. Foi colocado em prol de uma coisa que não funciona como deveria. Já que isso acontece, por que não deixar os carros trafegarem nos corredores durante os horários de pico? Diante do quadro, seria o mais correto para toda a população", questiona a engenheira Ana Bárbara Alves, 31 anos. Moradora de Águas Claras, ela enfrenta congestionamentos na via todos os dias.

Sem alterações

Porém, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), responsável pela via pela qual passam diariamente meio milhão de pessoas, é contundente quando questionado sobre a possibilidade de abrir os corredores em horários de pico. A resposta é curta: "Não". O órgão informou ainda que até o fechamento do balanço de outubro foram registradas mais de 112 mil multas, referentes às faixas exclusivas da EPTG e Estrada Parque Núcleo Bandeirante (EPNB), que também é administrada pelo DER.

Corredor deveria ser liberado

O posicionamento do DER, contudo, é criticado pelo pesquisador da área de transportes Carlos Penna. Para ele, já que o governo não investiu em metrô e optou por colocar novos ônibus rodando nas ruas, o problema dos congestionamentos diários da EPTG só seria resolvido parcialmente caso os corredores fossem abertos aos carros de passeio em determinados horários. "A quantidade de gente que transita pela via só poderia chegar e sair do Plano Piloto sem enfrentar dificuldades por meio de trens. Como isso não aconteceu, as faixas poderiam, sim, ter utilidade maior agora", avalia.

Faltou planejamento para dar certo

Para o pesquisador da área de transportes Carlos Penna, a exclusividade das faixas para ônibus que não possuem portas adequadas é totalmente sem sentido. "Quando o governo faz corredores e diz que só circulares vão rodar ali, ele tem que fazer uma licitação pensando nisso. Ninguém soube ou sabe dizer o que aconteceu", constata. O analista lembra, ainda, que pela via passam, diariamente, moradores do Guará, de Taguatinga, de Águas Claras, de Ceilândia, de Samambaia e de Brazlândia.

Moradores desses locais confessam sempre pensar na possibilidade de liberar a via para todos os carros, já que alguns levam até mais de uma hora para chegar ao trabalho e, depois, em casa. "Até o momento, essas faixas são um desperdício de verba pública. Todos os dias a gente enfrenta o trânsito engarrafado e elas ficam ali, praticamente sem uso. A ideia de abri-las, nesses horários, talvez pudesse diminuir um pouco do tempo gasto", observa o militar Luciano Silva, 35 anos, morador de Samambaia.

Não pode deixar parado

Assim como ele, a aposentada Tereza Veiga, 66 anos, moradora do Guará Park, diz acreditar que todo o planejamento para as faixas exclusivas foi mal elaborado e, por isso, deve ter, agora, utilidade para a população. "Vai deixar parado? Não pode. Se fizerem um programa anunciando, explicando bem como vai funcionar o esquema, tenha certeza de que os moradores do Distrito Federal ficariam gratos", ressalta.

Cadê os ônibus?

Ao anunciar a inauguração das novas faixas, o diretor da autarquia Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans), Marco Antônio Campanella, apontava para a economia de tempo aos passageiros dos semiexpressos em, pelo menos, 15 minutos, beneficiando 100 mil usuários do transporte público. Inicialmente, 80 dos 400 circulares que trafegam pela EPTG (20%) iriam operar nas linhas exclusivas.

Mas hoje não se sabe ao certo quantos passam por ali. "O interessante seria disponibilizar, de fato, os veículos adaptados para isso. Porque os passageiros ficam todos nas paradas das laterais, ninguém fica ali", provoca o empresário Daniel Fabiano, 35 anos.

Multas

O DER mantém o registro de todos os ônibus, táxis e vans escolares autorizados a utilizar as faixas. Caso veículos particulares de pequeno porte invadam a área privativa, segundo o órgão, são multados automaticamente, pois o sistema não reconhece as placas. Na EPTG, há 50 equipamentos eletrônicos de fiscalização (pardais), sendo 35 na via expressa e na faixa exclusiva de ônibus.

Não é solução

A ideia de liberar a circulação dos veículos de passeio nos corredores é pouco apoiada por especialistas em trânsito, que colocam a inoperância das vias como resultado da falta de planejamento e cobram: cadê os ônibus adaptados para as faixas? "Não houve uma gestão organizada no certame, porque a implementação da faixa foi feita bem antes da licitação. O governo já sabia daquilo. Como isso não foi previsto?", cobra o professor do Departamento de Engenharia Civil e Ambiental da Universidade de Brasília, Paulo César Marques. Especialista em trânsito, ele argumenta que a solução apontada por motoristas não é correta, já que aquelas vias nem existiam antes. "Se o governo abrir para uma operação provisória, dificilmente vai poder voltar atrás", alerta.

A reportagem buscou posicionamento do GDF, mas até o fechamento desta edição não teve retorno.

Fonte: Da redação do clicabrasilia.com.br

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

"Goiás está fazendo sua parte para viabilizar BRT do Entorno"

25/10/2013 - Secretaria Estadual das Cidades

O servidor público federal Marcell Alexandre de Oliveira Costa, da Secretaria de Mobilidade Urbana do Ministério das Cidades, avalia como "muito positivo" o desempenho do governo de Goiás no sentido de subsidiar o Palácio do Planalto com informações relativas ao anteprojeto do BRT que ligaria a regional administrativa de Santa Maria, no Distrito Federal, ao município goiano de Luziânia, passando por Novo Gama, Cidade Ocidental e Valparaíso.

Marcell recebeu na última terça-feira, em Brasília, o secretário de Estado das Cidades, João Balestra. Balestra levou dados adicionais do anteprojeto - mais especificamente a descrição detalhada do orçamento proposto para obra. Na opinião do servidor, a celeridade do governo de Goiás em prestar contas e responder aos questionamentos do Ministério das Cidades deve ser decisivo na postulação do BRT, que é um dos candidatos a participar do PAC da Mobilidade (cujos investimento previsto é da ordem de R$ 50 bilhões).

"Toda documentação que pedi está sendo entregue. A situação está caminhando bem. Me parece que o governo de Goiás está fazendo o seu dever de casa e avançando na parte técnica", afirmou Marcell. "Estamos na fase de detalhar tudo, porque na hora de fazer a seleção dos projetos, a ministra Miriam [Miriam Belchior, Planejamento] vai querer esmiuçar essas propostas todas ao extremo. Quem se organizar melhor vai sair na frente".

Balestra informou ao assessor do Ministério das Cidades que estão avançadas as diligências com o Departamento Nacional de Infraestrutura (Dnit), órgão responsável por administrar a BR-040 (por onde passaria o BRT) e com o Ibama (para liberação das licenças ambientais). No caso do Ibama, o próprio secretário esteve no Instituto e pediu ao presidente que outorgasse à Secretaria de Meio Ambiente de Goiás (Semarh) a análise do impacto ambiental da obra. Ele explicou que o governo do Estado tem condições de cumprir esse expediente com maior rapidez que o governo federal e teve o pleito atendido.

A seleção dos projetos do PAC Mobilidade pode acontecer a qualquer momento. Depende de uma decisão pessoal da presidente Dilma Rousseff, que haverá de levar também aspectos políticos em consideração antes de analisar os eleitos para participar do pacote. Para São Paulo, por exemplo, Dilma já anunciou R$ 8 bilhões em investimentos. Ela esteve também em Minas Gerais. O BRT Luziânia-Santa Maria tem boas chances de se viabilizar porque seria a extensão de uma outra obra já em andamento: o Expresso DF (financiado pela União), que até a Copa do Mundo vai ligar o Plano Piloto a Santa Maria. O governo federal também cadastrou outros dois candidatos: o VLT de Goiânia e o BRT Águas Lindas-Ceilândia.

João Balestra afirma que seria injusto com os trabalhadores do Entorno do Distrito Federal, onde vivem aproximadamente 700 mil pessoas, construir um modal moderno como o BRT até Santa Maria e deixar a população goiana desassistida. Caso a obra seja aprovada, ela vai atender a uma demanda de 147.700 usuários - segundo estudos do governo de Goiás.

Fonte: Secretaria Estadual das Cidades

Balestra acerta detalhes do BRT do Entorno com ANTT

25/10/2013 - Secretaria Estadual das Cidades

O secretário de Estado das Cidades, João Balestra, reuniu-se com o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Jorge Luiz Bastos, e acertou com ele os últimos detalhes do anteprojeto do BRT do Entorno, que tem boas chances de ser eleito um dos projetos financiados pelo PAC da Mobilidade. A reunião ocorreu na sede da ANTT. Participaram a prefeita de Cidade Ocidental, Giselle Araújo (PTB), vereadores dos municípios contemplados pela obra e os deputados federais Pedro Chaves (PMDB) e Flávia Morais (PDT), que organizou a audiência.

Na ANTT, a principal questão levantada foi a construção do BRT em uma rodovia cuja concessão está prestes a ser entregue pelo governo federal à iniciativa privada - a BR-040. O secretário estadual das Cidades, João Balestra, disse que o governo de Goiás está qualificado para executar o projeto em toda a sua extensão dentro do território goiano, e que será necessário apenas estabelecer este entendimento com o futuro concessionário. "Nós não mediremos esforços para tornar esse BRT realidade. Estamos dedicando os nossos melhores esforços para fazer a lição de casa. Garantimos que, da nossa parte, tudo será feito".

A superintendente de Serviços de Transportes de Passageiros da ANTT, Sônia Rodrigues Haddad, disponibilizou o órgão a realizar estudos paralelos sobre os ramais alimentadores do BRT do Entorno, que haverão de ligar os diversos bairros dos municípios de Novo Gama, Valparaíso, Cidade Ocidental e Luziânia à linha por onde passa o modal. Sônia alertou também para necessidade de se estudar outras medidas para melhorar o tráfego na região. "O BRT é muito importante, mas não resolverá o problema do Entorno por si só".

A superintendente aposta que o projeto estará entre os escolhidos pela presidente Dilma Rousseff para receber recursos do PAC Mobilidade. "É necessário que o governo comece a qualificar as prefeituras para fazer os seus projetos de mobilidade para que o problema seja verdadeiramente amenizado. A proposta do eixo [BRT do Entorno] está caminhando. O pessoal do PAC já assimilou isso e abraçou a ideia", declarou.

A deputada Flávia Morais pediu que governo federal e estadual mantenham o diálogo estreito para que o BRT saia, de fato, do papel e a prefeita de Cidade Ocidental, Giselle Araújo (PTB), reforçou o voto de confiança da região no trabalho conjunto entre as esferas administrativas para sanar o drama do transporte coletivo na região. "A nossa população não aguenta mais ônibus quebrado que chega atrasado todo dia no serviço. A gente sonha com esse BRT há muito tempo".

Fonte: Secretaria Estadual das Cidades

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Entenda como funciona um sistema integrado tronco-alimentado e o atual serviço de linhas diretas

30/01/2013 - Blog Rede Integrada

Por Rafael Martins

E o sistema de transporte coletivo vai passar por grandes mudanças advento da licitação do setor. Faltando ainda licitar 3 bacias, o GDF começou a implantar, em fase de testes, a integração temporal na região de maior demanda do DF: O Eixo Oeste, que compreende Ceilândia e Taguatinga.

Além da integração temporal, está sendo implantado o sistema tronco-alimentado de transporte, em que as linhas circulares (alimentadoras) de Ceilândia e Taguatinga Norte/Sul vão até Taguatinga Centro (ponto de integração) e de lá o passageiro pega as linhas de ligação (troncais) até o Plano Piloto, sem pagar uma segunda tarifa no segundo embarque. Os pontos de ônibus de Taguatinga Centro, em tese, deixam de ser pontos de embarque/desembarque e passam a ser estações de conexão. [Mais detalhes, adiante no texto]

Com mais de 900 linhas em operação, a rede de transportes da capital caracteriza-se por serviços diretos das satélites para o Plano Piloto. Estas linhas que convergem para o centro, são chamadas de radiais. Apesar de serem mais rápidos na ótica do usuário, os serviços diretos causam uma sobreposição de itinerários. Isto significa que apesar de [o ônibus] sair de diferentes localidades nas satélites, as linhas utilizam o mesmo sistema viário a caminho do mesmo destino, o Plano Piloto. É visível e evidente o congestionamento de ônibus em vias como a W3 e a própria Rodoviária do Plano Piloto nos horários de pico. Além disso, os serviços diretos acarretam na baixa produtividade do sistema de transporte, falta de integração operacional e tarifária além de elevados intervalos entre as viagens, principalmente nos entrepicos.

Outro fator negativo dos serviços diretos é a ociosidade da frota. Segundo dados e relatórios do PDTU (Plano Diretor de Transporte Urbano e Mobilidade do Distrito Federal e Entorno), "a demanda diária se distribui de forma irregular ao longo do dia, com elevadas concentrações no período das 06h00min às 08h30min e das 17h00min às 19h00min, que são considerados os horários de pico. Fora destes horários e, principalmente das 08h30min às 17h00min, considerado horários de entre picos, a demanda cai significativamente, obrigando praticamente a paralisação de cerca de 40% da frota operante área central de Brasília, onde se concentram 66% dos empregos. Centenas de veículos de todas as empresas operadoras ficam estacionados junto ao Estádio Mané Garrincha e no Centro Olímpico de Brasília das 08h40min às 16h40min, aguardando o pico da tarde para retornar à operação. Essa ociosidade dos equipamentos durante parte do dia é uma das causas do alto valor da tarifa, uma vez que, o custo total do serviço, incluindo custos de capital, é rateado pelo número de passageiros pagantes".

O Sistema Integrado de Transporte do Distrito Federal tem como conceito básico um modelo físico-operacional tronco-alimentado, com integração tarifária aberta de validade temporal (duas horas). A implantação de sistemas integrados, conforme explica o Guia do Plano de Mobilidade do Ministério das Cidades (PlanMob), traz benefícios à rede de transporte coletivo, ampliando a mobilidade e a acessibilidade dos usuários e otimiza as redes com:

- Racionalização do uso do sistema viário nos corredores de tráfego, na área central e em sub-centros;

- Possibilidade de uso de veículos de maior capacidade, reduzindo a frota em circulação e, conseqüentemente, os custos operacionais, a emissão de poluentes e solicitação do sistema viário;

- Redução do número de linhas em circulação nas áreas de tráfego congestionado, com reflexo na quantidade de veículos que demandam os pontos de parada em percurso ou nos terminais de retorno;

- Redução da ociosidade da frota operando em linhas sobrepostas, com reflexo nos custos da operação;

- Melhor articulação da rede de transporte coletivo, oferecendo mais opções de viagens para os usuários pela possibilidade de integração entre duas ou mais linhas, em estações de integração e pontos de conexão;

- Melhor legibilidade da rede de transporte pelos usuários, pela simplificação dos atendimentos na malha viária principal e nas regiões periféricas e pela concentração das linhas em pontos notáveis.

Mas o sistema integrado de transporte tem suas desvantagens. A principal, pela ótica do usuário é chamado de transbordo compulsório, ou seja, um transbordo forçado em que o passageiro é obrigado a desembarcar em determinado ponto (pode ser uma estação de conexão ou terminal de integração) para poder embarcar no segundo ônibus e seguir até seu destino, claro sem pagar uma segunda tarifa. Isto gera uma resistência dos usuários, seccionamento de linhas consolidadas e perda de tempo ou de conforto na viagem. Segundo o Guia PlanMob, estes problemas devem ser eliminados ou, pelo menos minimizados, no planejamento da rede.

Apesar do sistema de transporte do DF ser dotado de bilhetagem eletrônica, a integração temporal era até então algo inexistente. De acordo com o Guia PlanMob, antes da adoção da bilhetagem eletrônica, as integrações davam-se em grandes terminais, como a Rodoviária do Plano Piloto. O Guia esclarece que "mesmo não sendo imprescindíveis, e podendo ser simplificados e ter suas dimensões reduzidas, terminais, estações de transferência ou até pontos de parada com tratamento urbanístico adequado são equipamentos urbanos importantes de suporte aos sistemas integrados, oferecendo conforto, segurança e serviços de apoio aos usuários e aos operadores. As dimensões e características funcionais destes equipamentos urbanos de integração variam em função do tamanho das cidades, da característica da rede proposta e do modelo operacional de integração, dos volumes de oferta e de demanda, independente da adoção de sistemas de bilhetagem automática."

Em entrevista à Agência Brasil, Joaquim José Guilherme de Aragão, professor do Departamento de Engenharia Civil e Ambiental da Universidade de Brasília (UnB) e doutor em política de transporte, diz que a integração é positiva porque, além de beneficiar o usuário, "enxuga" a frota. "No Distrito Federal, por exemplo, onde hoje há 900 linhas, dá para ter 200. Brasília tem uma rede viária coesa", explica. Artur Morais, pesquisador da UnB e especialista em políticas públicas de transportes, destaca que integrar gera custos para o operador e por isso é preciso realizar pesquisas antes de implantar o sistema. "É preciso compensar. Em vez de fazer viagens muito longas, a empresa pode fazer viagens menores com maior quantidade de passageiros. Com isso, é possível reduzir as viagens deficitárias", disse.

O sistema tronco-alimentado não significa o fim das linhas diretas, sim um equilíbrio entre os serviços diretos, troncais e alimentadores. É o princípio da racionalização do sistema, que contempla também a implantação de corredores preferenciais e exclusivos, adequação da frota (tipo de ônibus) à demanda; ou seja veículos de maior capacidade nos eixos troncais, veículos normais convencionais nas demais linhas e veículos menores em áreas de baixa densidade. Com isso realiza-se um maior número de viagens e têm-se maior capilaridade do sistema.

Brasília já teve sistema integrado na década de 1980

E a capital do país já possuiu um sistema integrado de transporte coletivo. Em 2010, o Blog Rede Integrada mostrou tal fato no Especial Brasília 50 anos.

O início do sistema de integração deu-se em 1981 através da implantação de terminais fechados em Taguatinga (Taguacenter) e Sobradinho. O terminal de Taguatinga atendia inclusive a linha de Brazlândia. Em função da superlotação dos ônibus, o sistema não foi aceito pela população, sendo mais tarde desativado.

O sistema adotado na época foi inspirado nas cidades de Curitiba e Goiânia, pioneiras na implantação do sistema de integração, através de terminais fechados, no Brasil. Em tempos que nem pensava-se em bilhetagem eletrônica, um sistema de integração exigia a construção de grandes terminais de transbordo.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Meio bilhão no Expresso DF

03/07/2013 - Correio Braziliense

Os recursos para a construção do Expresso DF Eixo Oeste, linha expressa de ônibus do sistema BRT (Bus Rapid Transit), estão garantidos. O acordo entre o Governo do Distrito Federal (GDF), a Caixa Econômica Federal (CEF) e o Ministério das Cidades foi firmado ontem e prevê o aporte de R$544 milhões. A assinatura do documento define as responsabilidades de cada órgão, divididas da seguinte forma: a Caixa financia a obra e a conta é dividida entre os Executivos local e federal. Ao GDF, cabe uma contrapartida de R$ 27,2 milhões e, à administração federal, investimento de R$ 517 milhões por meio de recursos da União.

A princípio, o orçamento divulgado foi de R$ 530 milhões. A execução do projeto que vai interligar Ceilândia, Taguatinga e Plano Piloto deve começar no segundo semestre, mas ainda não há data definida. O Eixo Oeste é parte das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Mobilidade das Grandes Cidades. Serão 43km de corredores exclusivos para os Veículos Leves sobre Pneus (VLP), que saem do Setor Sol Nascente, em Ceilândia, cruzam Taguatinga e se encerram na Estrada Parque Setor de Indústrias Gráficas (EPIG). Estão previstas estações de embarque e desembarque ao longo do percurso, que será reduzido de duas horas para 40 minutos, em média. Tanto condutores quanto passageiros serão beneficiados com a redução do tempo no trânsito.

No coração de Taguatinga, haverá um túnel de 830m abaixo da Avenida Central, semelhante ao Buraco do Tatu, sob a Rodoviária do Plano Piloto. Esse recurso permite o escoamento do fluxo de carros do fim da Estrada Parque Taguatinga (EPTG) ao viaduto que dá acesso a Samambaia. As avenidas Hélio Prates e Samdu, por sua vez, vão ter os sentidos de fluxo invertidos e contrários. O final do trajeto passa pela EPIG, pelo Setor Policial Sul e desemboca na Estação Asa Sul, na W3 Sul.

Benefícios

A iniciativa deve beneficiar cerca de 1 milhão de pessoas que moram na região e se deslocam diariamente para o Plano Piloto. O governador Agnelo Queiroz lembrou, na solenidade de assinatura do financiamento, que a melhoria da mobilidade é uma reivindicação antiga. "Essa é a obra que atinge a maior população concentrada do DF. É, portanto, o maior deslocamento diário. O Eixo Oeste tem a função de melhorar a qualidade de vida das pessoas", disse.

O aprimoramento do sistema de transporte público, solicitação de várias manifestações país afora, foi lembrado pelo ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro. "O Brasil está vivendo um momento muito interessante. A população tem pautado com muita sapiência temas tão importantes", afirmou. Ele lembrou, inclusive, da complexidade do projeto do Distrito Federal e da necessidade de dividi-lo em quatro ou cinco etapas. "Se fizermos de uma só vez, o eixo de maior movimento do DF para. Isso pode gerar uma repercussão muito negativa", explicou.

Assim, ficou acordado que a construção do túnel, em Taguatinga, será a primeira fase do Eixo Oeste. A definição das outras fases ocorrerá assim que o projeto executivo for finalizado, em 9 de julho. O edital para a escolha da empresa que administrará o empreendimento deve ser lançado em agosto. Questionado sobre as ações para minimizar os transtornos que as obras trarão a motoristas e passageiros, o governador Agnelo adiantou apenas que haverá interrupção e desvio de trechos. "Nós vamos fazer de forma que as população conviva com o trabalho sem prejuízo", garantiu.

Outra data estimada é a de término do Expresso DF Eixo Sul, que atenderá Gama e Santa Maria. Inicialmente previsto para ser entregue em junho deste ano, o Eixo Sul só deve entrar em funcionamento em dezembro de 2013. O sistema metroviário deve ganhar mais 6km de linhas nos próximos meses. De acordo com a Companhia do Metropolitano do Distrito Federal, empresa que administra o serviço, Ceilândia e Samambaia terão mais 2km. O plano prevê também a abertura de 2km de caminhos subterrâneos na Asa Norte, reivindicação antiga dos usuários do sistema.

Novos ônibus chegam ao Recanto das Emas

15/07/2013 - ASCOM DFTrans

Foto: Roberto Castro/GDF

Os novos ônibus do DF chegaram, neste sábado (13), ao Recanto das Emas e o governador Agnelo Queiroz fez a segunda viagem inaugural dos veículos da empresa Expresso São José, entre a cidade e Taguatinga.

"Foi uma bela viagem e mostra o início da mudança do transporte público. Os novos ônibus têm menos ruído, tecnologia moderna e que atende plenamente ao cidadão com conforto e segurança", afirmou o governador ao desembarcar de um dos 66 novos veículos, acompanhado do vice-governador, Tadeu Filippelli.

Os novos carros rodarão em 25 linhas, que interligam as regiões de Ceilândia, Recanto das Emas, Riacho Fundo II, Taguatinga e Vicente Pires, - todas eram operacionalizadas pela própria empresa, que passará a participar da integração com o metrô e com os novos coletivos.

A renovação da frota começou a ser implementada no dia 28 de junho, quando a Estrutural recebeu 50 carros que operarão em 12 linhas.

Os moradores do Recanto das Emas foram beneficiados pelos primeiros veículos entregues porque, apesar da cidade pertencer à Bacia 3 – onde a empresa HP-ITA irá operar –,as linhas são "compartilhadas", conforme está previsto no edital que determinou as regras para a renovação da frota.

A Expresso São José, que é a primeira das empresas a entregar os veículos para renovação da frota, colocará nas ruas 576 ônibus.

CONFORTO - Os veículos da empresa são da cor dourada, semelhante à tonalidade que o grupo usa hoje, e são equipados com bancos estofados, motores menos poluentes, câmeras de segurança e telas planas.

Os carros também têm rampas e elevadores para facilitar o acesso de pessoas em cadeiras de rodas ou com dificuldades de locomoção, que terão lugares especiais em assentos e espaços adaptados às suas necessidades.

Outras inovações são sistema de som, GPS, além de computador de bordo que auxilia o condutor a dirigir de forma mais segura e confortável para os passageiros.

"Assumimos o governo com a certeza de que tínhamos o pior transporte público do país, mas agora tenho convicção de que temos o melhor em funcionamento. Estamos vivendo uma nova era", completou o vice-governador Tadeu Filippelli.

RENOVAÇÃO - Ainda este mês chegarão os ônibus da bacia 2, de cor amarela, da Viação Pioneira, que colocará 640 novos veículos em circulação no Gama, Santa Maria, Itapoã, Paranoá, Jardim Botânico, Lago Sul, Candangolândia, Park Way e São Sebastião.

Até outubro, outras duas empresas passarão a operar: HP-ITA e Marechal, nas bacias 3 e 4, respectivamente.

A Piracicabana (que vai atuar na Bacia 1) colocará, até dezembro, os novos ônibus em circulação, o que representará uma renovação quase total da frota.

O investimento no novo Sistema de Transporte Público Coletivo movimentará R$ 1,7 bilhão nos primeiros 10 anos de operação.

Veja as linhas que ganharão novos ônibus neste sábado (13):

0.038 Riacho Fundo I/Taguacenter

0.381 Riacho Fundo I/Taguacenter

0.812 P Sul/P Norte

812.1 P Norte (Via Leste)

812.2 Riacho Fundo II/P Norte (Via Leste)

0.805 Recanto das Emas / Taguacenter (Buritinga - Feira dos Goianos)

805.1 Recanto das Emas / Taguacenter ( Pistão Sul-Comercial)

805.2 Circular Recanto das Emas / Taguatinga Centro

805.3 Recanto das Emas / Taguacenter (Comercial / SAMDU Sul - Norte)

805.4 Circular Recanto das Emas / Taguacenter (Pistão Sul)

805.8 Recanto das Emas / Taguatinga Centro (Via Boca das Mata)

805.9 Taguacenter/Boca da Mata

0.872 Recanto das Emas (Q 800) - R. Fundo Ii / Taguacenter (Feira Dos Goianos)

872.1 Riacho Fundo II (Qs 18) / Taguacenter (Feira Dos Goianos)

872.2 Recanto das Emas (Q 800) - Riacho Fundo II (Qs 18)/ Taguatinga Centro

872.3 Recanto das Emas (Q 800) - Riacho Fundo II / Taguacenter

872.4 Riacho Fundo II (Qs 18) / Taguatinga (Pistão Sul)

872.5 Taguacenter/300/500

872.8 Recanto das Emas (Qd. 800) / Taguatinga Centro (Via Boca Da Mata)

872.9 Recanto das Emas (Qd. 800) / Taguacenter (Via Boca Da Mata)

0.953 Vicente Pires / W3 Sul-Norte

0.962 Vicente Pires / SIG (Rodoviária - Esplanada - EPTG)

0.946 Recanto das Emas (Riacho Fundo II) / P Norte (Via Leste-QNR 05)

953.2 Rodoviária do Plano Piloto / Vicente Pires

0.960 Recanto das Emas / Vicente Pires (Pistão Norte-Sul)

Fonte: Agência Brasilia

Nova integração de ônibus em Taguatinga começa no dia 20

15/07/2013 - Destak Jornal

O novo sistema de integração do transporte público do Distrito Federal começará a funcionar em Taguatinga e Ceilândia no dia 20 deste mês com 41 linhas de ônibus a menos.

O sistema atual, que será aposentado quando o outro começar, conta com seis linhas que transportam passageiros para o Plano Piloto e 60 que circulam dentro de Taguatinga e Ceilândia. No novo modelo, apenas 25 linhas irão fazer parte da integração, que permite fazer duas viagens pagando apenas uma vez.

A redução, contudo, será temporária. Os trajetos integrados a partir do dia 20 serão feitos por 66 ônibus novos da empresa que venceu a licitação para atender parte da região. O número de linhas que fazem parte da integração subirá na medida em que novos coletivos das empresas que ganharam a concorrência para atender as cidades entrarem em circulação. Na previsão do governo, todas as linhas não só de Taguatinga e Ceilândia, mas de todas as regiões administrativas do DF, serão integradas até dezembro, quando a transição do antigo para o novo modelo deve ser concluída.

"Não podemos manter a integração velha à medida que colocamos ônibus novos. É inviável ter dois sistemas paralelos. Vamos sair de uma integração apenas entre Taguatinga e Ceilândia rumo ao Plano Piloto para um modelo mais abrangente, que atenda todas as regiões", explicou o diretor do Transporte Urbano do Distrito Federal, Marco Antônio Campanella.

A boa notícia é que as 25 linhas da nova integração passam não só por Taguatinga e Ceilândia, mas por Vicente Pires, Riacho Fundo I e II e Recanto das Emas, regiões que até então não eram contempladas. Além disso, funcionarão nos horários de pico e nos fins de semana, o que não ocorre hoje.

Outra novidade é que os passageiros não precisarão mais se deslocar para o centro de Taguatinga para fazer a segunda perna da viagem integrada para o Plano Piloto. O embarque no ônibus integrado poderá ser feito em qualquer parada por onde ele passe.

Fonte: Destak Jornal

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sábado, 28 de setembro de 2013

Liminar suspende licitação do Sistema de Transporte Público do DF

28/09/2013 - Correio Braziliense

A licitação do Sistema de Transporte Público do DF para as bacias 1 e 4 terá que ser refeita. O juiz da 1ª Vara da Fazenda Pública suspendeu, por meio de uma liminar, na noite de quinta-feira, os contratos administrativos firmados com as empresas Viação Piracicabana e Viação Marechal. Ele acatou a acusação de ilegalidade do processo. As duas empresas tinham relação íntima com os sócios do escritório de advocacia Guilherme Gonçalves & Sacha Reck, que prestou consultoria administrativa para os membros da Comissão de Licitação do governo.

A decisão do juiz determina que a licitação retorne à fase de habilitação de concorrentes e apresentação de propostas. Caso as duas empresas voltem a participar da disputa, a Comissão de Licitação não poderá usar os serviços do escritório de advocacia envolvido.

A Viação Marechal e os advogados tiveram os bens bloqueados por decisão judicial no Paraná, em decorrência de acusação de fraude em processo de licitação de transportes naquele estado. A empresa "contratou os serviços do escritório de Sacha Reck, apresentou preço igual ao valor máximo da proposta, em atitude que indicava ter certeza da ausência de concorrência, sendo que, posteriormente, confirmou-se a ausência de concorrência na bacia em que ganhou o contrato", detalha o texto da decisão.

Em relação à Viação Piracicabana, a empresa entregou documentos essenciais para a licitação depois do prazo da apresentação de envelopes, indicando tratamento favorecido. "O seu principal sócio, com participação no capital social superior a 50%, também é sócio de outra empresa já patrocinada juridicamente pelo escritório Sacha Reck", apontou o juiz.

A Viação Piracicabana ganhou a licitação para operar a Bacia 1, que inclui Plano Piloto, Sobradinho 1 e 2, Planaltina, Cruzeiro, Lago Norte, Sudoeste/Octogonal, Varjão e Fercal. A Viação Marechal faria as linhas da Bacia 4, em parte de Taguatinga, Ceilândia e do Park Way, além de todo o Guará e Águas Claras. O prazo máximo para que as duas empresas colocassem a frota nova nas ruas era dezembro deste ano.

Para o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, esse é apenas mais um obstáculo enfrentado no processo de mudança do transporte público. "Vamos recorrer. Já conseguimos derrotar 180 tentativas de impedir que nossa população tenha transporte de qualidade. Temos muita confiança na Justiça de que vamos cassar essa liminar", afirmou.

GDF anuncia faixa exclusiva para ônibus no Eixo Monumental

26/09/2013 - G1

O governo do Distrito Federal anuncicou nesta quarta-feira (25) que vai implementar uma faixa exclusiva para ônibus no Eixo Monumental. O corredor exclusivo terá 25 quilômetros de extensão e passará pela via Estrutural, Eixo Monumental e seguirá até o fim da Esplanada dos Ministérios. A faixa será a maior do DF.

A fiscalização será feita por radares eletrônicos que serão instalados ao longo do corredor. Os aparelhos serão usados para multar motoristas que não respeitarem a proibição de trafegar na faixa exclusiva.

Na Estrutural, o corredor só será exclusivo para ônibus nos horários de pico. No Eixo Monumental e na Esplanada a faixa funcionará durante todo o dia. Nessas vias, serão construídas baias e áreas de recuo para os coletivos. Segundo o GDF, as obras vão começar ainda em 2013.

A criação dos corredores exclusivos tem como objetivo desafogar o trânsito dos ônibus e encurtar as viagens nos coletivos nas principais vias do DF, especialmente nos horários de pico. Atualmente, as passagens estão implantadas na EPTG, EPNB, W3 Sul, W3 Norte e Setor Policial Sul.

Informações: G1 DF

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Ônibus executivo do aeroporto de Brasília vai ampliar rota em 2014

29/08/2013 - CNT

A linha vai incluir o terminal 2 temporariamente até que as companhias aéreas que lá estão sejam transferidas para o terminal 1.

Ônibus executivo do aeroporto de Brasília vai ampliar rota em   2014
Foto: Pedro Ventura Ônibus executivo do aeroporto de Brasília vai ampliar rota em 2014

A Sociedade de Transportes Coletivos de Brasília (TCB) vai ampliar a linha 0.113, que sai do terminal 1 do Aeroporto Internacional Juscelino Kubistchek e passa pela área central de Brasília. A partir do próximo ano, ela vai incluir o terminal 2 em suas rotas diárias. 

No entanto, segundo o presidente da TCB, Carlos Alberto Koch, a expectativa é que a ampliação da rota seja temporária. "Em reunião com a Inframerica, administradora do aeroporto, vimos que as companhias aéreas que hoje funcionam no terminal 2 serão transferidas para o terminal 1 até o fim de 2014. Portanto, nossa atuação no terminal 2 será temporária", explica.

Atualmente, o ônibus executivo sai do Aeroporto Internacional de Brasília e passa pela Esplanada dos Ministérios, setores hoteleiros Sul e Norte e Centro de Convenções Ulysses Guimarães. O percurso é de 34,53 km e dura, em média, 1h10. A linha funciona de segunda a sexta-feira, das 6h30 até meia-noite, e aos sábados, domingos e feriados, das 6h30 às 23h, com saídas a cada 30 minutos.

No terminal 1, o ponto de ônibus está temporariamente localizado no piso inferior, próximo ao desembarque internacional. A mudança aconteceu em decorrência das obras realizadas no Aeroporto, de duplicação do viaduto que dá acesso ao piso de embarque de passageiros, iniciada em 1º de julho com prazo de conclusão previsto para dezembro.

Desde que iniciou sua operação, em 29 de abril de 2011, até julho deste ano, o ônibus executivo já transportou 334.321 passageiros. Com tarifa de R$ 8, ar-condicionado e internet Wi-Fi, a linha conta com cinco veículos (três circulam e dois são reservas).

Com informações da Secretaria de Turismo do DF
 
Ana Rita Gondim
Agência CNT de Notícias

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Novos ônibus chegam a São Sebastião

28/08/2013 - ASCOM DFTrans

Os usuários de São Sebastião passam a contar, a partir desta quinta-feira (29), com 80 ônibus zero quilômetro, que vão atuar em 28 linhas, antes operadas por empresas do Grupo Amaral (Viva Brasília, Rápido Brasília e Veneza). O governador Agnelo Queiroz e o vice Tadeu Filippelli fizeram a entrega simbólica dos veículos nesta quarta-feira (28).

"Nosso grande esforço é substituir todos os ônibus no DF e, em seguida, fazer ajustes nas linhas e horários para aumentar a frequência dos ônibus", destacou o governador Agnelo Queiroz, durante viagem inaugural, que foi feita entre o Jardins Mangueiral e o terminal de São Sebastião.

"Os moradores de São Sebastião vão usufruir de uma frota renovada, com maior qualidade e mais conforto. Os novos ônibus permitem fazer integração com os veículos já entregues de outras bacias, como, por exemplo, a Cidade Estrutural", destaca o diretor-geral do Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans), Marco Antonio Campanella.

Os coletivos permitem aos passageiros, em um período de duas horas, fazer três (com dois transbordos) viagens pagando somente uma. Os veículos fazem integração com os ônibus da TCB, com os novos carros de outras regiões, além do metrô.

Os ônibus, que são da Viação Pioneira, têm a cor amarela e são equipados com bancos estofados, motores menos poluentes, itinerários eletrônicos, vidros fumê (para diminuir a incidência de luz solar), entre outros itens.

As demais linhas da região – que são 12 – continuarão a ser operadas pela Expresso São José até a chegada dos veículos zero quilômetro da Pioneira, que serão colocados, gradativamente, para rodar. Ao todo, São Sebastião vai receber mais de 140 veículos.

A Pioneira ganhou a licitação para operar na Bacia 2, onde estão também Jardim Botânico, Lago Sul, Candangolândia, Park Way, Santa Maria e Gama – além de Itapoã e Paranoá, onde a empresa colocou 40 ônibus no final de julho.

"A partir desta quinta, os moradores de São Sebastião vão sentir as melhorias tão esperadas no transporte. Aos poucos, vamos fazendo os ajustes necessários para servir melhor à população e prestar um serviço cada vez melhor", ressalta o diretor-técnico do DFTrans, Lúcio Lima.





Diretor-geral do DFTrans, Marco Antonio Campanella, e o diretor-técnico, Lúcio Lima, assinam as ordens de serviço que permitem os novos coletivos da Pioneira operarem em São Sebastião



Frota – Os novos coletivos já começaram a circular nas bacias 2 (Pioneira) e 5 (Expresso São José) – já são mais de 230 veículos.

Até outubro, outras duas empresas passarão a operar no DF: HP-ITA e Marechal, nas bacias 3 e 4, respectivamente.

E a Piracicabana (vencedora da bacia 1) colocará, até dezembro, outros ônibus em circulação, o que representará uma renovação total da frota do DF – ficando de fora apenas os micro-ônibus das cooperativas que possuem contratos vigentes.

Relação das linhas onde os novos ônibus vão operar (não haverá alteração de horário ou itinerário).

0.147

São Sebastião (R. BOSQUE) / L2 Sul / Rod.do Plano Piloto

0.180

São Seb./João Cândido/São Gabriel/Vila do Boa/Rod. Plano Piloto (Ponte JK)

0.182

São Seb.(Res. Bosque) / SAAN (Zoo - Park - SIA - Carrefour Norte)

0.183

São Sebastião ( Residencial do Bosque )/ Cond ESAF - BIG Box ) / Vila do Boa / B. Green

0.186

São Sebastião / Rodoviária do Plano Piloto (Eixo)

0.194

São Sebastião (B. São Fco - Qd. 09) / W3 Sul (Ponte JK )

0.195

São Seb. (Res. Bosque)/ L2 Sul / Rod. Plano Piloto (QI 15 Lago Sul)

0.196

São Sebastião (Res. Bosque) / L. Norte (Pte JK/ST.de Clubes Norte)

0.197

São Seb. (Res.Bosque-Vila São José-Qd.100/200)/W3 N. (Ponte JK)

0.198

São Sebastião (Res. Bosque) / Guará I - II (Núcleo Bandeirante)

0.199

São Sebastião (Res. Bosque) / Cruzeiro (Sudoeste - Octogonal)

147.2

São Sebastião (Res. Bosque) / W3 Sul (Ponte JK)

147.3

São Seb.(Res. Bosque-Qd. 100-200) / Rod. Plano Piloto (P. Costa e Silva)

147.7

São Seb. (Res. Bosque-Vila do Boa - B. Green)/Rod. Plano Piloto - (Pte Costa e Silva)

180.1

São Seb./ ( Res. Bosque - B. Vila Nova/São José( QD.100/200)Rod. Plano Piloto (Ponte JK)

180.2

Jardins Mangueiral / Rod. Plano Piloto (Ponte JK)

181.4

São Sebastião ( Residencial do Bosque-B.São Fco-B.S J -Qd.100/200 )/Aeroporto ( EPDB)

182.2

São Sebastião (Res. Bosque) / SAAN (Ponte JK)

183.2

São Sebastião ( Residencial do Bosque - Vila do Boa )/ Cond ESAF - BIG Box ) / Vila do Boa

183.6

São Sebastião ( Residencial do Bosque -São Francisco Qd. 100/200 Jardim Mangueral/Cond ( ESAF/BIG Box)

183.7

São Sebastião ( João Cândido-Itaipu-Cond. Estrada Sol - Balão J. Botânico)

194.1 -

São Seb.(Res. Bosque - Vila Nova/SJ - Qd. 100/200) / W3 Sul - Ponte JK

194.2

São Seb. (Res. Oeste - Pró/DF) / W3 Sul (Ponte JK)

196.1

São Sebastião (Res. Bosque) / Eixo Norte (Ponte JK)

196.2

São Sebastião(Res. Bosque- Q100/200)/Lago Norte (Ponte JK - Vila Planalto- Setor de Clubes Norte)

197.3

São Sebastião ( Bairro São Francisco Qd. 09-QI 23/Rod. Plano Piloto ( Ponte JK )

197.5

SÃO SEBASTIÃO (RES. OESTE - PRÓ-DF)/ROD. P. PILOTO (PONTE JK)

199.1

São Seb. (Res. Bosque - Q. 100 / 200) / Cruzeiro (Sudoeste - Octogonal)

terça-feira, 27 de agosto de 2013

BRT de Brasília até Luziânia diminuirá tempo de viagem em 45 minutos

27/08/2013 - Secretaria das Cidades

Estudos preliminares da Secretaria Estadual das Cidades apontam para redução de 45 minutos no tempo de viagem entre a região administrativa de Santa Maria, no Distrito Federal, e o município de Luziânia com a eventual construção do Bus Rapid Transit (BRT) entre as duas localidades. O projeto para obra foi apresentado pelo governo de Goiás ao Ministério das Cidades e está em fase final de avaliação, mas nos bastidores a aprovação é dada como praticamente certa.

Na semana passada, o governador Marconi Perillo (PSDB) e o secretário das Cidades, João Balestra, requisitaram ao Ibama que delegue à Secretaria de Meio Ambiente a competência para conceder licenças ambientais para construção do BRT. Técnicos entendem que a Semarh viabilizará o licenciamento com maior celeridade. Após a concessão das licenças, o processo licitatório será aberto de imediato. A previsão é para conclusão da obra em 18 meses.

O BRT Santa Maria-Luziânia será a extensão do Expresso DF, já em execução com recursos do PAC da Mobilidade, que até a Copa de 2014 vai conectar a região administrativa ao Plano Piloto. A previsão é de que sejam transportadas 147.700 pessoas diariamente. Em paralelo, o governo de Goiás também negocia a construção de um BRT entre Ceilândia e Águas Lindas, para atender demanda de 85.600 pessoas.

Fonte: Secretaria de Cidades

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Passageiros ateiam fogo em ônibus na DF-128, em Planaltina

22/08/2013 - Correio Braziliense

Passageiros de um ônibus atearam fogo contra um coletivo depois que o veículo quebrou, na manhã desta quinta-feira (22/8), em Planaltina, de acordo com a Central Integrada de Atendimento e Despacho (Ciade) do Corpo de Bombeiros.

Segundo a corporação, o incidente ocorreu por volta das 8h30, na DF-128. Duas viaturas da corporação foram enviadas ao local para conter as chamas.

Somente em agosto, pelo menos três ônibus foram queimados. O caso mais recente é de um motorista da Viplan que, na quarta-feira (21/8), ateou fogo no veículo porque estava insatisfeito com mudanças frequentes na carga horária de trabalho dele.

Fonte: Correio Braziliense

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Comil celebra venda de 466 ônibus para Viação Pioneira

10/07/2013 - Comil

A Comil acaba de fechar a comercialização de 466 ônibus urbanos à Viação Pioneira, do Distrito Federal – maior compra já realizada pelo cliente e uma das maiores vendas na história da fabricante gaúcha. O negócio reforça a credibilidade da marca na região central do País, especialmente na capital brasileira, importante vitrine para divulgação de seus produtos. Desse modo, a Comil assume definitivamente sua posição no segmento nacional de veículos urbanos às vésperas de inaugurar sua nova fábrica em Lorena, interior de São Paulo.

Foram encomendados pela Viação Pioneira 397 unidades do modelo Svelto, sobre o chassi Mercedes-Benz 1721, e 69 micros Piá Urbano, com o chassi também Mercedes LO 916. Em suas configurações, possuem algumas inovações, como sistema de abertura de portas elétrico (o sistema convencional é pneumático), monitores LCD na parte interna dos veículos para transmitir informações aos passageiros, sistema de monitoramento com quatro câmeras internas, sistema de áudio, entre outros. Estes ônibus chegam para renovar e ampliar a frota da empresa, que passará a contar, em breve, com uma frota de 640 veículos. Com previsão de entrega para os próximos meses, os novos ônibus serão utilizados em linhas regulares do Lote 2 do DF, referente a licitação que a empresa venceu para operação exclusiva nas cidades de Itapoã, Paranoá, Lago Sul, São Sebastião, Candangolândia, Park Way, Gama e Santa Maria.

Considerada uma das maiores companhias de transporte do Brasil, a Pioneira possui 35 anos de atuação e 17 de parceria com a Comil. "Estamos acompanhando a evolução de seus produtos, tanto na qualidade, design, quanto na fabricação, e percebemos um avanço constante. Outro ponto forte da marca é o pós-venda, cada vez mais desenvolvido para melhor atender o cliente", comenta Maurício Moreira, diretor operacional da Viação Pioneira, avaliando os principais itens que justificaram a grande compra. Com a novidade, segundo o executivo, a empresa espera reforçar a excelência de seus serviços aos passageiros do Distrito Federal.

Para Vagner Rigon, gerente nacional de vendas da Comil, a conclusão deste negócio com a Pioneira chancela a confiança do mercado nos produtos da fabricante gaúcha. A venda supera, por exemplo, os cerca de 300 ônibus comercializados ano passado para o Grupo Belarmino, de São Paulo, outra grande força no cenário nacional de transportes. "A região de Brasília ficou sem renovação por muito tempo. Este volume (466 unidades) representa um quarto do total de veículos que deverão ser renovados, criando a possibilidade de novos e expressivos negócios na região", destaca Vagner Rigon.

De acordo com Marcos Pimentel, consultor de negócios da Região Centro Oeste, compras expressivas como esta, realizadas por grandes grupos, colaboram fortemente para a divulgação dos modelos da fabricante no mercado. "Sendo a Pioneira uma das maiores companhias do setor no Brasil, possuindo a maior frota de nossa capital federal, temos ela como uma importante parceira e formadora de opinião no segmento", ressalta Pimentel sobre o orgulho de contar com a Pioneira no hall de clientes da Comil.

Conforme Rigon, o fechamento de bons negócios abre as portas para o maior e mais novo empreendimento da marca: a moderna fábrica de veículos urbanos na cidade paulista de Lorena, que será inaugurada no segundo semestre deste ano. "Estamos reforçando a nossa presença neste segmento, principalmente através de um portfólio de excelência em produtos, que atende as diversas necessidades de nossos clientes. Essa posição ganhará ainda mais força com o início das atividades da nova planta. Assim, estaremos aptos a atender volumes desta grandeza com maior frequência, de forma muito mais ágil, deixando para Erechim produtos de maior complexidade fabril".

Fonte: Comil

Obras do Eixo-Oeste começam neste semestre

02/07/2013 - Agência Brasília

As obras dos 38,7 km do Corredor Eixo-Oeste, que ligará Taguatinga e Ceilândia ao Plano Piloto, começarão Queiroz durante assinatura do contrato de R$544 milhões, valor destinado ao financiamento do projeto.

"Esta obra atinge a maior população demográfica do DF, já que essa área tem mais de um milhão de habitantes. A obra é estratégica e de fundamental importância para a melhoria da qualidade de vida", destacou o chefe do Executivo local, acompanhado do vice-governador, Tadeu Filippelli.

O acordo firmado hoje teve contribuição de R$517 milhões do Ministério das Cidades e R$27,2 milhões de contrapartida do GDF.

Além desse valor, o governo local ainda contribuirá com R$32,5 milhões, e receberá do Orçamento Geral da União outros R$ 148 milhões, o que totalizará R$ 725 milhões em investimento.

"Essas obras preparam o país para o futuro e é uma alegria poder participar desse projeto. Essas parcerias são fundamentais, e falar em investimentos como esse, estamos falando em devolver tempo e vida para as pessoas", acrescentou o Ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro.

ACESSOS - O novo corredor contará com um túnel de aproximadamente 1km embaixo da Avenida Central de Taguatinga -pista que liga a EPTG à Avenida Elmo Serejo-, e a expectativa do GDF é reduzir os congestionamentos que se formam ao longo dos acessos à região central da cidade.

No projeto, o Executivo prevê o alargamento de pistas e a construção de faixas exclusivas nas principais vias de acesso a Taguatinga, como a Hélio Prates, Comercial Norte, Samdú e Estrada Parque Indústrias Gráficas (EPIG).

Com a chegada do Eixo-Oeste à região, as Avenidas Comercial e Samdú terão mão única – o projeto prevê que uma das vias tenha o fluxo voltado ao centro da cidade e outra opere em sentido contrário.

A EPIG, por sua vez, terá 5,4km revitalizados e passará, também, a contar com quatro faixas de rolamento em cada sentido, uma delas destinada exclusivamente aos ônibus.

Serão construídos ainda quatro conjuntos de viadutos que desafogarão o trânsito nas principais avenidas, como a do Setor Policial Sul e a do Parque da Cidade.

De acordo como governador, todos os estudos foram feitos para que as obras sejam realizadas de forma planejada para evitar transtornos à população.

Fonte: Agência Brasília

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Capital tem a segunda maior frota do país; primeiro lugar fica com SP

02/01/2013 - Correio Braziliense

A falta de transporte público de qualidade e a disposição geográfica da cidade obrigam os brasilienses a abarrotarem as vias do Distrito Federal de carros. Tanto que a capital do país está em segundo lugar no ranking de número de veículos per capita nacional, com 0,54, atrás somente do estado de São Paulo (0,55). As duas unidades da Federação têm, em média, um carro para cada dois habitantes. Ou seja: toda a população das duas metrópoles poderiam se locomover de automóvel, usando apenas os assentos dianteiros.

Os números são de um levantamento realizado pelo Correio, que cruzou dados de frotas do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) e das populações das unidades da Federação, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com a Companhia de Planejamento do DF (Codeplan), 63% dos domicílios brasilienses têm pelo menos um carro na garagem. Em lugares que concentram maior riqueza, podem chegar a quase 100%, como Lago Sul, com 98,7%.

sábado, 27 de julho de 2013

Viplan consegue liminar para adiar licitação de novos ônibus

13/12/2012 - G1

A empresa Viplan, do empresário Wagner Canhedo, conseguiu uma liminar para adiar a abertura das propostas da licitação do primeiro lote para a renovação da frota do transporte coletivo do Distrito Federal. A Viplan alega que não teve acesso às informações do edital.

O governo do Distrito Federal já recorreu da decisão. O secretário de Transportes, José Walter Vásquez, disse esperar a derrubada da liminar. Na segunda-feira (10), o GDF já havia conseguido derrubar a última liminar que garantia a participação da empresa na licitação, mesmo sem preencher os requisitos do edital.

Na licitação desta quinta, apenas duas empresas estavam habilitadas – a Viação Pioneira e a Expresso São José. As companhias concorrem por para operar em seis linhas de transporte (Gama, Paranoá, Santa Maria, São Sebastião, Itapoã e parte do Park Way). As duas empresas já operam em 14 regiões administrativas do DF, entre elas Planaltina, Ceilândia e Taguatinga.

O edital divide as linhas de ônibus em cinco setores, chamados de bacias. Cada bacia vai ser operada por uma empresa ou consórcio, para evitar monopólio. De acordo com o GDF, até o fim de dezembro devem ser abertas as propostas que vai definir a empresa que vai operar a segunda bacia licitada, que inclui Taguatinga e Ceilândia.

Vasquez disse que em janeiro haverá nova convocação dos interessados nas três bacias restantes. Os novos ônibus chegarão às ruas só depois que todas as empresas forem escolhidas.

"Entendemos que, negociando com os operadores que ganharem as próximas bacias e com a indústria automobilística, nós teremos um prazo hábil para até o mês de junho poder ter cinco bacias em operação. Claro que isso é uma tentativa. O certame diz que eles têm até seis meses", disse Vasquez.

Disputas judiciais

A licitação do novo modelo do sistema de transporte do DF se arrasta desde o começo do ano. A expectativa era que os 3 mil novos ônibus entrassem em circulação em janeiro de 2013, mas o prazo não vai ser cumprido. Muito do atraso se deve a disputas judiciais.

Desde a abertura da licitação, já foram expedidos 17 mandados de segurança das atuais empresas e seis intervenções do Tribunal de Contas do DF, além de 80 questionamentos, pedidos de impugnação e recursos à Secretaria de Transportes.

Fonte: G1 DF

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Após licitação fraudada, Nenê Constantino e o sistema de transporte do DF serão sinônimos

24/06/2013 -

Crédito : Reprodução QuidNovi

Diz um ditado popular: onde há fumaça, há fogo. Em abril, o jornal Coletivo denunciou que um grupo formado por várias empresas e sócios ligados ao empresário Nenê Constantino, teria tentado fraudar a licitação dos transportes públicos do Distrito Federal. Na época, o GDF informou que havia um parecer da procuradoria jurídica afirmando que a ligação entre os sócios não configurava formação de grupo econômico, mas esta semana a denúncia da ligação de Constantino à licitação volta à tona, pelas mãos do jornalista Mino Pedrosa.

Segundo Mino, há uma "trama engendrada" pelo grupo do Governador Agnelo Queiroz para levar R$ 40 bilhões dos cofres públicos, para um único grupo de transporte coletivo: o de Nenê Constantino, na Capital Federal nos próximos 20 anos. Se é verdade, não sabemos, mas no fim do texto há a estrutura das vencedoras da licitação, com os sócios que são ligados a Nenê Constantino.

A tal trama é bem intrincada e tem como alcaguete o presidente da licitação, Galeno Furtado Monte, que teria sido sócio em um empreendimento de ninguém menos que o delator do escândalo da Caixa de Pandora, Durval Barbosa. Galeno alega que vem sofrendo ameaças de morte. Segundo ele, o Edital da Licitação 01/2011 – ST foi montado para que só grandes empresas poderiam ganhar. Mais de 100 documentos foram incorporados durante o certame. Desde o início Sacha Reck redigia tudo. Galeno apenas transcrevia os documentos para papel timbrado do GDF.

A Trama - Segundo a denúncia, todos os documentos vinham prontos do escritório paranaense Guilherme Gonçalves & Sacha Reck Advogados Associados e eram assinados sem ser lidos. O jornalista diz ainda que o Edital de Licitação teve a consultoria do Consórcio Logit/Logitrans, que tem como um dos principais diretores Garrone Reck, pai de Sacha Reck, que por sua vez, é, juntamente com seu sócio Guilherme Gonçalves, advogado dos vencedores do edital: as empresas do Grupo de Nenê Constantino.

Durante todo o processo, Sacha esteve no comando e no dia da entrega da documentação foi ele que digitou a ata do certamente. Sacha tirou o secretário Humberto Menezes de seu lugar, deixando-o na plateia assistindo tudo. Onze empresas participaram da abertura das propostas e no final ficaram somente as cinco do Grupo Constantino. Todas apresentaram envelopes, mas não foram abertos e teriam ficado com Galeno e com a Comissão de Licitação. As empresas foram eliminadas na análise de documentação feita por Sacha.

Além disso, Galeno alegaria que fazia um "trabalho bem feito e não sabia que estava sendo usado" e que o governador Agnelo Queiroz, com o vice Tadeu Filipelli, acompanhavam milimetricamente todos os passos do certame e manipulavam a publicação dos documentos no Diário Oficial.

Segundo o jornalista, no dia 2 de junho na residência oficial da vice-governadoria, no Lago Sul, em Brasília, Galeno foi convocado para uma reunião onde estavam dois subsecretários de Transporte, José Augusto Pinto Junior, e Luiz Fernando de Souza Messina, o vice-governador Tadeu Filipelli, o procurador-chefe do GDF, e até o chefe da Polícia Civil e até o governador Agnelo Queiroz.

GDF – No dia 28 de maio de 2013, véspera do feriado de Corpus Christi chegou uma demanda do juiz para o presidente da Comissão publicar, num prazo de cinco dias, o recurso da Cooperativa de São Paulo (Coperbrasil) no Diário Oficial. Galeno diz que mandou, mas que o governador Agnelo Queiroz mandou retirar a publicação.

Na segunda-feira, dia 3 de junho, acontece a reunião na vice-governadoria e a empresa perde todos os prazos do recurso devido à manipulação do governador Agnelo Queiroz, no apagar das luzes na véspera do feriado. "O Agnelo mandou tirar minha decisão da boca do Diário Oficial. Isso é uma irregularidade. No dia 4 de junho de 2013 o Diário Oficial saiu com a classificação final do Nenê Constantino. Em 5 de junho, sai no DODF a homologação e adjudicação e o extrato de concessão. Foram publicados juntos, no mesmo dia, para não dar espaço para recurso. Atropelou um monte de fases, a licitação fechou."

O governador Agnelo reuniu a Comissão e prometeu tudo, o Judiciário para defender Galeno e a Comissão. Galeno afirma que "não queria assinar a ata com o resultado final da licitação. Não dava, o negócio não estava certo. Não estava legal!" ele disse a Mino que ficou com medo porque a Piracicabana não preenchia os requisitos do edital, os advogados de Nenê Constantino camuflaram as falhas na sociedade da empresa que agora está no nome de funcionários do empresário: José Fraim Neves e Mariz Zélia.

Durante o processo licitatório a Piracicabana mudou o quadro societário. Primeiro com o próprio Constantino, depois passou para as filhas do empresário, quando os advogados perceberam que não daria para ganhar, botaram no nome dos empregados mais outra empresa, a Comporte.

Grupo Econômico - Confira quem é sócio de qual empresa de acordo com os documentos e como aparecem os nomes dos sócios na licitação:

EXPRESSO UNIÃO

Auristela Constantino

Cristiane Constantino

Eduardo Constantino

Maria Zélia Rodrigues

Paulo Sérgio Coelho

José Efraim Neves

RENPET

Eduardo Constantino

Auristela Constantino

BELATRIX

Auristela Constantino

Cristiane Constantino

COMPORTE

José Efraim Neves

Paulo Sérgio Coelho

Maria Zélia Rodrigues

Na licitação:

Viação PIONEIRA

Auristela Constantino

Cristiane Constantino

Viação PIRACICABANA

Henrique Constantino

Joaquim Constantino Neto

Paulo Sérgio Coelho (Também Expresso União e Comporte)

Maria Zélia Rodrigues (Também Expresso União e Comporte)

José Efraim Neves (Também Expresso União e Comporte)

Expresso DF reduzirá viagem do Gama e de Santa Maria ao Plano Piloto em até 50 minutos

20/07/2013 - Portar R7 - DF

Estação do Expresso DF: tempo de viagem entre Gama e Plano Piloto deve reduzir em mais da metade Divulgação/GDF

Moradores do Gama, Santa Maria, Park Way e Recanto das Emas, regiões adminitrativas do Distrito Federal, poderão reduzir em mais da metade o tempo médio de viagem até o Plano Piloto com o Expresso DF.

O novo sistema de transporte coletivo vai utilizar o modelo BRT (Bus Rapid Transit). O BRT é constituído de ônibus articulados, com capacidade para transportar 160 passageiros e biarticulados, que transportam até 200 pessoas.

A expectativa é de que, com a conclusão da obra, o trajeto possa ser feito em até 40 minutos. Atualmente, os passageiros levam, em media, contra 1h30 para concluir a viagem.

Dados da Secretaria de Transporte indicam que a capacidade do sistema será de 20 mil passageiros transportados em horários de pico.

O engenheiro do DER/DF (Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal), Samuel Dias, afirma que o objetivo é priorizar o transporte público e criar vias exclusivas para facilitar o trajeto.

— É uma obra que tem um impacto muito grande para a população do DF, que hoje usa um trecho muito complicado de rodovia. A obra vem para melhorar essa condição de serviço.

Trajetos

Serão criadas vias exclusivas para ônibus, no canteiro central da rodovia, onde estarão as estações para embarque e desembarque de passageiros usuários do sistema.

O trecho Sul terá dois ramais: um que sai do Gama, pela rodovia DF-480, e cruza o balão do Periquito até o Catetinho; e outro de Santa Maria, pela BR-040, que também chega ao endereço da primeira residência oficial do presidente Juscelino Kubitschek.

Os dois seguirão pela Epia (Estrada Parque Indústria e Abastecimento) até o entroncamento com a EPDB (Estrada Parque Dom Bosco) – a partir daí, um seguirá para a rodoviária pela EPDB e pela Epar (Estrada Parque Aeroporto ), e o outro, até o terminal da Asa Sul pela própria Epia.

O Eixo Sul terá 43,5km de extensão – 15 estações serão distribuídas em quase 35km do corredor, e os usuários poderão contar com passarelas para acessar as estações.

Ônibus

Pelo projeto, os ônibus articulados terão 18,6 metros de comprimento, equipados com GPS e portas dos dois lados, para permitir o embarque e desembarque, e o piso ficará no mesmo nível que as plataformas das estações do Expresso DF.

Guias ao longo da estação auxiliarão o posicionamento correto do veículo, com o objetivo de minimizar os riscos de colisões contra a plataforma - para maior segurança dos passageiros, as portas só se abrem após a parada completa do veículo.

sábado, 8 de junho de 2013

Grupo Amaral - intervenção ou recuperação econômica com recursos do GDF?

08/06/2013 - Brasília por Chico Sant'Anna

A repentina decisão do Governo do Distrito Federal em intervir nas empresas de transporte coletivo do Grupo Amaral – Rápido Veneza, Viva Brasília e Rápido Brasília -, foi recebida com êxtase por parte de diversos setores da sociedade e, principalmente, pelos militantes petistas, que passaram a acreditar que agora o governo de Agnelo/Filippelli estaria trazendo a tona o pedigree revolucionário.

Passados alguns dias e diante de uma frota totalmente sucateada que obriga o interventor tirar recursos próprios – porém públicos – para manter rodando a empresa, a pergunta que se faz é: estão intervindo ou recuperando economicamente uma empresa falida? Uma empresa de um ex-senador que nunca este muito distante de setores poderosos do Palácio do Buriti. Um empresário-político que consegue manter irregularmente ocupada uma vasta área verde às margens do Lago Paranoá, mesmo com a decisão judicial que obriga o GDF a recuperar a área para o patrimônio público e a população de Brasília.

Nas primeiras semanas de “intervenção”, o GDF já foi obrigado a repassar 15 milhões de reais para as despesas mais comezinhas: desde comprar pneus, combustível, lubrificantes, peças e produtos necessários à manutenção dos veículos, até gastos mais expressivos para ressuscitar uma frota de 180 veículos. Não há nenhum levantamento prévio que garanta que o governo do Distrito Federal não terá que repassar outros montantes de verbas oriundas dos cofres públicos.

Para os mais jovens ou aos mais recentes moradores de Brasília, é preciso lembrar que as empresas do Grupo Amaral passaram a rodarem Brasília, principalmente no Plano Piloto, a partir do canibalismo da empresa estatal Transporte Coletivo de Brasília – TCB, que tinha o seu maior ganha-pão na linha Grande Circular. Uma rota curta, interligando as Avenidas L.2, Sul e Norte, e W.3, Sul e Norte, em vias bem pavimentadas e com um elevado índice de passageiro por quilômetro rodado. Na base do discurso do Estado Mínimo, que reinou no Brasil entre as décadas de 1980 e 1990, a TCB foi morrendo por inanição induzida pelo próprio GDF, que priorizava o atendimento àqueles que sempre foram amigos dos candidatos ao Buriti.

Agora, mais uma vez, fica evidenciado que a iniciativa privada não tem compromisso com a qualidade. O discurso do privado é melhor e mais eficiente do que o estatal vai por água abaixo. Mesmo sendo um grupo poderoso, atuando em vários setores da economia local, o Amaral não se preocupou em manter, pelo menos, 300 ônibus rodando no Distrito Federal, como havia se comprometido com o Ministério Público.

Recuperação econômica

Se no passado, a TCB perdeu suas linhas para as empresas do ex-senador. Hoje, ela está testemunhando a transferência de parte de seus estoques para o mesmo grupo privado. No dia 3/2, o diário Correio Braziliense totalizava o repasse às empresas de transporte sob intervenção de 163 pneus da estatal, equipamentos básicos de segurança, tais como peças dos sistemas elétricas, de transmissão, de embreagem e de freios, além de cerca de 30 mil litros de óleo diesel e 147 tambores de 200 litros, cada, de lubrificante. Não será surpresa se em breve a TCB, que necessita realizar licitações públicas para compra de peças e equipamentos que utiliza,fique com as prateleiras de sua garagem vazias.

A ação do GDF deveria ter sido no sentido de devolver as linhas operadas pelo Grupo Amaral à TCB. Dirão muitos que a estatal não teria estrutura para isso. É possível, mas vejamos que é a própria TCB a empresa designada a gerir as empresas de transporte sob intervenção e os recursos que eventualmente faltariam a TCB para ampliar a sua frota, são os mesmo que o GDF está injetando no Grupo Amaral. Em último caso, os ônibus do grupo Amaral em condições de rodagem poderiam ser confiscados temporariamente pelo Estado.

O GDF está retirando dinheiro pago pelo contribuinte em IPTU, ISS, ICMS e IPVA – o segundo mais caro do país – e injetando numa empresa privada que, como sabemos, não terá condições de devolver. Daqui a seis meses, quando da contratação de novas empresas de ônibus, o Grupo Amaral estará fora de operação no Distrito Federal, pois o grupo não foi habilitado a participar das licitações da operação das novas bacias de transporte coletivo.

A devolução desses valores, bem como a própria “intervenção” vai ser tema para polêmica judicial durante muitos anos. Mesmo que venha a restituir os valores recebidos aos cofres públicos, certamente não será com as elevadas taxas de juros cobrados pelo sistema bancário nacional. Por isso, vários analistas estão vendo nesta intervenção anunciada por Agnelo e Filippelli numa operação de socorro ao Grupo Amaral camuflada de intervenção. Em seis meses, ou mais, quando a intervenção tiver sido suspensa, os ônibus do ex-senador Valmir Amaral estarão todos recauchutados, prontos para operarem mesmo que seja em linhas fora do DF. Tratar-se-ia, pois, de uma arquitetura financeira muito bem elaborada para colocar em campo uma operação de socorro financeiro, se valendo da viúva como fiadora. O contribuinte, este que já vê recursos da Saúde, Educação, Obras Públicas, etc. remanejados para a obra do estádio Mané Garrincha, vê agora, mais uma vez, os amigos do rei, serem beneficiados em detrimento da qualidade de vida do brasiliense.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Setor O tem terminal rodoviário ampliado e com inovações


09/05/2013 - Agência Brasília



Os moradores do Setor O (Ceilândia) receberam hoje, após 20 meses de construção, o terminal de ônibus reformado, ampliado e com obras para facilitar o trânsito de pessoas com deficiência (rampas, banheiros adaptados, pisos táteis para cegos etc).

"Esse é o maior terminal fora do Plano Piloto. Vamos construir mais 10 e reformar mais nove nesse modelo", garantiu o governador Agnelo Queiroz durante a cerimônia de inauguração do centro rodoviário, onde também esteve presente o vice-governador Tadeu Filippelli.

Com investimento total de R$ 6,4 milhões, o novo prédio está preparado para oferecer aos passageiros serviços de integração com o metrô, o que acontecerá tão logo seja concluída a construção de 2km de trilhos para essa futura interconexão.

Outras novidades do projeto entregue incluem dois conjuntos de banheiros públicos (masculino e feminino), duas lanchonetes, depósito para materiais de limpeza, e 10 salas para uso exclusivo de funcionários e da administração.

Motoristas e cobradores também passarão a contar com espaços reservados para descanso e refeições.

A capacidade do terminal passou de 15 para 36 baias, o que permitirá receber cerca de 400 ônibus por hora.

Mais terminais – Os outros nove terminais que serão adaptados ao novo modelo são P Sul (Ceilândia); Guará I e II; Núcleo Bandeirante; M Norte (Taguatinga) e Taguatinga Sul; Paranoá; Planaltina; e Cruzeiro. Também serão construídos 10 novos no Setor Leste do Gama; QNR (Ceilândia), em Sobradinho II, no Recanto das Emas I e II, em Samambaia Norte e Sul, no Riacho Fundo II e em Santa Maria (quadras 119 e 401).

Estiveram presentes ao evento em Ceilândia o secretário de transporte, José Walter Vazquez Filho; o administrador da região administrativa, Ari de Almeida; o presidente da Câmara Legislativa, deputado Wasny Roure; entre outras autoridades.

Fonte: Agência Brasília

Novo terminal do Setor O marca o início das mudanças no Transporte Público


09/05/2013 - Secretaria de Transportes

O Governo do Distrito Federal estabelece hoje um divisor de águas, com a inauguração do Terminal Rodoviário do Setor O – Ceilândia. Tratada como reforma, na prática a obra representa um novo terminal. Mais ainda, representa o modelo de terminais que estão sendo implantados no DF e que integram o novo modelo de transporte público coletivo.

“É um grande passo em direção à modernização que estamos promovendo no transporte público da Capital. A nossa população precisa ser tratada com respeito e dignidade e o Terminal do Setor O simboliza o cumprimento do compromisso que assumimos”, afirmou o governador Agnelo Queiroz.

A capacidade do terminal foi ampliada de 15 para 36 boxes, divididos em quatro plataformas, além de um estacionamento que comporta 50 ônibus do tipo alongado. Também está garantida ampla acessibilidade, pois a faixa para a travessia de pedestre é em nível.

A estrutura do prédio conta com dois conjuntos de banheiros públicos (masculino e feminino), duas lanchonetes com depósito, depósito para materiais de limpeza, dez salas com WC destinadas ao DFTrans, Administração, empresas operadoras e prepostos (sala para que motoristas e cobradores possam fazer refeições e aguardar a próxima viagem).

Iniciada em setembro de 2011, a obra tem cerca de 4 mil metros quadrados de plataforma e quase 9 mil metros quadrados de cobertura. Foram investidos R$ 6,480 milhões. A estimativa é de que 15 mil passageiros passem pelo local diariamente, utilizando as 1.656 viagens programadas para partir do terminal. As viagens estão divididas em 284 veículos.

“Nós recebemos os terminais em total estado de precariedade. Para investir na modernização e ampliação da rede de terminais rodoviários que integram o Sistema de Transporte Público Coletivo – STPC/DF, o Governo foi em busca de recursos junto ao BID e ao BNDES” destacou o secretário de Transportes, José Walter Vazquez Filho.

Serão reformados nove terminais: Ceilândia (P Sul), Guará I e II, Núcleo Bandeirante, Taguatinga (M Norte), Paranoá, Taguatinga Sul, Planaltina e Cruzeiro. E serão construídos 10 novos terminais: Setor Leste do Gama, QNR na Ceilândia, em Sobradinho II, no Recanto das Emas I e II, em Samambaia Norte e Sul, no Riacho Fundo II e em Santa Maria (Q 119 e Q 401).

“A inauguração do Terminal Rodoviário do Setor O é um marco para o Distrito Federal, porque simboliza a materialização de tudo que estamos mudando no Sistema de Transporte Público Coletivo”, garantiu o vice-governador Tadeu Filippelli. Ele explicou que a substituição da frota de ônibus, que já tem quatro contratos assinados, aliada ao novo modelo do sistema, à construção de corredores exclusivos e aos novos terminais, faz parte de um amplo projeto para resgatar a dignidade de quem utiliza os meios públicos de transporte.

A solenidade de inauguração em Ceilândia contou também com a presença do administrador da região administrativa, Ari de Almeida; o presidente da Câmara Legislativa, deputado Wasny de Roure; do deputado federal Geraldo Magela; dos deputados didstritais Chico Vigilante, Luzia de Paula e Olair Francisco; do presidente do Sindicato dos Rodoviários, João Osório, entre outras autoridades.

Fonte: Secretaria de Transportes

quarta-feira, 24 de abril de 2013

DF: Máfia dos piratas tem até escritório


24/04/2013 - Correio Braziliense


Loteiros pegam passageira no Eixinho Sul: partida, quase sempre, é a Rodoviária do Plano Piloto, onde o ponto para novatos vale R$ 2 mil

A tímida repressão dos órgãos fiscalizadores sobre o transporte clandestino de passageiros contribuiu para a disseminação da atividade irregular por todo o Distrito Federal. Além da Rodoviária do Plano Piloto, onde motoristas piratas cobram até R$ 2 mil para permitir o ingresso de novatos no esquema, como mostrou o Correio na edição de ontem, condutores estruturaram pontos fixos em diversas cidades. Na Candangolândia, por exemplo, um grupo alugou até sala de escritório para gerenciar com conforto as viagens ilegais. Em São Sebastião, vans com placas do Rio de Janeiro foram aprendidas rodando pela região administrativa. Segundo o Transporte Urbano do DF (DFTrans), os loteiros — como eles gostam de ser chamados — cariocas tentavam explorar o lucrativo mercado informal de Brasília.

Na Candangolândia, integrantes da máfia optaram por comprar veículos modelos Fiat Doblô, com capacidade de acomodar mais gente. Os itinerários são previamente definidos em uma espécie de escritório situado numa área comercial próximo a um Posto Comunitário de Segurança, da Polícia Militar. O ponto de pirataria existe há pelo menos 10 anos, mas ganhou estrutura de empresa em 2011, quando o DFTrans apreendeu o menor número de veículos piratas nos últimos seis anos.

O chefe de fiscalização do Grupo de Áreas Sensíveis do DFTrans, Pedro Jorge Brasil, reconheceu o poder de organização dos piratas, mas prometeu atacar o problema de forma mais enérgica. "Sabemos que eles passaram a agir como verdadeiras máfias, inclusive montando escritórios. Mas o Estado vai responder à altura, sufocando esses grupos todos os dias”, garantiu.

Cientes da frágil capacidade do poder público em combater a contravenção, loteiros de outras unidades da Federação tentam se instalar na capital a fim de "roubar” passageiros das empresas de ônibus. Em fevereiro deste ano, chamou a atenção dos fiscais do DFTrans o fato de motoristas naturais do Rio de Janeiro estarem circulando em vans por São Sebastião. Os veículos eram todos registrados na capital carioca. Aos servidores da autarquia, eles admitiram ter vindo para Brasília com o intuito de observar o mercado de transporte pirata. "No Rio, eles têm uma espécie de cooperativa do transporte clandestino muito organizada. Vieram para o DF avaliar se, aqui, era lucrativo. Felizmente, conseguimos descobrir as intenções deles antes de se instalarem de vez”, ressaltou Pedro Jorge Brasil.

O poder paralelo construído pela pirataria conta até com agentes públicos pagos para deter esse tipo de contravenção. No início do ano, um policial militar de Goiás acabou detido na W3 Sul. Ele carregava passageiros no carro particular. Conduzido à 5ª Delegacia de Polícia (Região Central), confessou fazer viagens ilegais. Depois de assinar um termo circunstanciado, foi liberado. Uma cópia do processo foi encaminhada à Corregedoria da PM goiana, que apura o caso.

Organização

Na edição de ontem, o Correio revelou detalhes do sofisticado esquema de pirataria na Rodoviária do Plano Piloto. Um grupo de 15 homens controla as viagens e cobra até R$ 2 mil para permitir o ingresso de novos loteiros na máfia, que chega a lucrar até R$ 4 mil por dia com a atividade ilegal. Os integrantes do bando passam o dia aliciando passageiros na plataforma superior do terminal. De lá, seguem em viagens inseguras para as asas Sul e Norte, além de Sobradinho (veja infográfico). Os gerentes do negócio irregular determinam até os horários que os recém-chegados devem rodar. Nem mesmo a constante presença de policiais militares nas redondezas intimida o grupo. Na tarde de ontem, a reportagem retornou ao local, e os loteiros permaneciam abordando passageiros, numa clara afronta à fiscalização.

Segundo Pedro Jorge, algumas ações imediatas de combate ao transporte clandestino devem facilitar as operações. O DFTrans ganhou um depósito para reter somente veículos usados para a pirataria. O espaço fica próximo à garagem da Sociedade de Transportes Coletivos de Brasília (TCB). Hoje, eles são levados para o Departamento de Trânsito (Detran).

Outra ação para conter o avanço da máfia será a reativação do convênio entre o DFTrans com o Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran). A parceria, expirada há três anos, permitirá à unidade da PM agir sozinha. Sem a assinatura do termo, o BPTran não tem autonomia para aplicar a multa mais rígida prevista na legislação. Os PMs também não podem, na ausência de fiscais do DFTrans, apreender veículos usados em transporte pirata.

Em queda

Nos últimos seis anos, caiu quase 70% a quantidade de veículos apreendidos em operações de combate à pirataria. Em 2007, foram 2.845 condutores multados. No ano seguinte, um recorde: 4.534 flagrantes. Em 2009, houve um recuo para 1.306 casos. Em 2012, o DFTrans e a PM multaram apenas 905 motoristas.

Punição

O motorista flagrado pelo DFTrans fazendo transporte pirata será multado em R$ 2 mil, com base em uma lei distrital. Já o Batalhão de Trânsito da PM só pode autuar condutores de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, que prevê multa leve, de apenas R$ 82. A Polícia Militar, sem convênio com o DFTrans, não tem poderes para recolher o veículo ao depósito

domingo, 14 de abril de 2013

Conclusão das obras do Expresso DF será em dezembro

13/04/2013 - Jornal da Comunidade

Nem mesmo nos fins de semana é possível trafegar com tranquilidade pelas principais rodovias do Distrito Federal. A população das cidades de Santa Maria e Gama depositam as esperanças na implantação do veículo leve sobre pneus (VLP) que consta do projeto BRT - Expresso DF, mas o prazo para entrega do novo sistema, anunciado pelo Governo do DF para junho foi adiado para dezembro.

Os engarrafamentos crescentes em todas as vias de acesso ao centro de Brasília incomodam diariamente a população do Distrito Federal e Entorno e a expectativa é que a situação se agrave ainda mais com a realização da Copa das Confederações no próximo mês de junho. O evento é realizado a cada quatro anos pela Federação Internacional de Futebol (Fifa) e vai servir como teste para a realização da Copa do Mundo de 2014. O jogo de abertura da competição, entre as seleções do Brasil e Japão, será no dia 15 de junho, no Estádio Nacional de Brasília.

Segundo o engenheiro responsável pelas obras do Expresso DF, Samuel Dias, a previsão de conclusão da parte de engenharia é mesmo o final do ano. Ele afirma que não houve alteração nos gastos inicialmente programados para o projeto que previam investimentos na ordem de R$ 533 milhões e que o andamento dos trabalhos está dentro da normalidade. "O ritmo está um pouco mais reduzido nessa parte de terraplanagem e pavimentação por causa das chuvas. O resto das etapas estão sendo desenvolvidos normalmente para que possamos concluir até dezembro", explica o engenheiro.

Samuel Dias aponta que 30% do total das obras já foram realizadas. Após o período de chuvas deve dobrar o contingente de trabalhadores que hoje conta com 800 operários. A previsão é que esse contingente de força de trabalho mais que dobre com a contratação de aproximadamente 1.000 novos trabalhadores a partir deste mês.

Segundo o projeto BRT – Expresso DF, o sistema contará com um corredor exclusivo de 42 quilômetros de extensão que vai interligar as regiões administrativas do Gama e Santa Maria ao Plano Piloto. A expectativa é de atender a uma população de 250 mil pessoas com a possibilidade de reduzir de 90 a 40 minutos o tempo de viagem do Gama e/ou Santa Maria ao Plano Piloto. Os passageiros irão viajar em veículos articulados, com capacidade para 160 passageiros.

As obras do novo sistema de transporte estão sendo gerenciadas pelo Departamento de Estradas e Rodagens do DF (DER) e prevê a construção de dois novos terminais, sendo um no Gama e outro em Santa Maria, além de 15 estações de embarque e mais 15 passarelas ao longo das linhas do VLP.

Alternativas para o transporte

A área de transporte e mobilidade prevê, entre outras ações, o reforço nas linhas de ônibus, especialmente nos dois sentidos das rotas rodoviária/estádio e estádio/rodoferroviária. De acordo com o divulgado, parte da frota estará de prontidão na saída do jogo para atender ao público. Existe ainda a previsão de criação de uma linha de ônibus exclusiva no Parque da Cidade para os torcedores que usarem carros para deslocamento ao estádio. Eles poderão utilizar os bolsões de estacionamento do parque e o transporte público para acesso ao local do jogo. Haverá também o incentivo da utilização do chamado "fan walk", um trajeto isolado para que os torcedores possam caminhar até a arena.

Fonte: Jornal da Comunidade

Recursos para conclusão das obras do Expresso Sul devem sair até fim do mês

13/04/2013 - Correio Braziliense

Os recursos para a finalização da obra do Expresso DF - Eixo Sul devem ser liberados até o final de abril. A data foi estabelecida em reunião entre a Casa Civil do Distrito Federal e a Caixa Econômica Federal. O banco irá fazer os repasses do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) destinados à obra.

O Expresso Sul irá ligar as cidades do Gama e de Santa Maria ao Plano Piloto. As obras foram iniciadas em dezembro de 2011, e até março deste ano foram investidos R$ 130 milhões, sendo que o custo da obra é de R$ 785 milhões. O corredor de ônibus terá terminais em Santa Maria e no Gama, além de 15 estações, 15 passarelas e anexos de terminais nas rodoviárias do Plano Piloto e do Gama.

Fonte: Correio Braziliense

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Entorno DF: Passageiros fecham plataformas na Rodoviária do Plano Piloto em ato contra falta de ônibus

10/04/2013 - G1

Usuários do transporte público que moram no Entorno e trabalham no Distrito Federal tomaram a pista próxima às plataformas dos ônibus que vão para cidades como Valparaíso, Luziânia, Cidade Ocidental e Lago Azul, na Rodoviária do Plano Piloto, na noite desta quarta-feira (10). Eles protestaram contra a falta de ônibus e contra a qualidade dos veículos da viação Anapolina.

O G1 tentou entrar em contato com a empresa, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

Com a manifestação, os ônibus não conseguiam chegar às plataformas e os passageiros tinham de entrar nos veículos na pista. Segundo a Polícia Militar, não houve registro de ocorrências por causa da manifestação.

Os passageiros reclamam que a frota é insuficiente e que a espera pelo ônibus pode chegar a mais de duas horas. "Não tem ônibus e quando tem está tudo quebrando. Eu fico esperando uma hora e meia, duas horas pra poder voltar pra casa. Hoje foi a gota d'água", afirmou a telefonista Maria Jane Sales, moradora de Cidade Ocidental.

Segundo o publicitário Adjailton José Pereira, de Luziânia, a frota é velha, os ônibus não têm condições de rodar e há muitos motoristas que não são capacitados. "Tem motorista que não tem nem habilitação. Tem uma lei que diz que os ônibus têm que ter no máximo dez anos, mas tem ônibus aí que já tem mais de 20 anos. Essa manifestação foi espontânea porque ninguém aguenta mais", disse.

A assistente comercial Maria Ribeiro, de Luziânia, afirmou que os ônibus alagam quando chove e que os veículos estão muito sujos. "Eu me sinto humilhada todos os dias de ter de depender de ônibus que não tem condições", afirmou Maria.

Fonte: G1 DF