sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

No DF, Expresso Sul chega à W3 Sul


06/12/2015 - DFTRANS

Os passageiros do Expresso Sul tem disponíveis três linhas com destino à W3 Sul. Cada uma parte de um dos três terminais do sistema: Santa Maria (2303/W3 Sul), Gama (2205/W3 Sul) e Park Way (2207/Park Way/W3 Sul). A medida é outro avanço na reorganização das linhas de ônibus em Brasília.

 A criação das rotas acarretou na substituição de cinco linhas regulares com destino à Avenida W3 Sul — duas do Gama (0.202 e 202.4) e três de Santa Maria (0.252, 252.6 e 0.272). Os veículos retirados desses itinerários serão transferidos para cobrir locais onde a necessidade é maior.

As mudanças no Expresso Sul se tornaram possíveis depois de um estudo iniciado em abril pelo Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans) e pela Pioneira, empresa que opera o sistema. A partir desta quarta-feira (18), equipes da autarquia distribuirão folhetos sobre as alterações.

W3 Norte

As linhas que atendem a W3 Norte também terão mudanças. Por muitas serem conjugadas — ou seja, atenderem as áreas norte e sul —, o número de viagens para a W3 Norte precisou ser ampliado. Em Santa Maria, na linha 252.1, a quantidade passou de 69 para 84. No Gama, na 217.2 e na 0.218, o acréscimo foi de 20 para 36 e de 32 para 36, respectivamente. Ainda foram acrescentados horários nas linhas alimentadoras que operam em cada região. No Gama, serão 489 viagens ao todo, em vez de 402. Em Santa Maria, 347 no lugar de 282.


Horário de pico

A partir de sábado, as outras linhas expressas do Gama (2201) e de Santa Maria (2301), com destino à Rodoviária do Plano Piloto, circularão somente em horário de pico — das 5 às 9 horas e das 15 às 20 horas. Nos períodos de menor movimento — das 9 às 15 horas e depois das 20 horas —, o atendimento será feito pelas linhas paradoras. Nesse caso, o acesso aos ônibus será na plataforma inferior da Rodoviária do Plano Piloto. Até então, expressas param na plataforma inferior, e paradoras, na superior.

Já passaram pelo processo de reorganização de rotas de ônibus Águas Claras, Ceilândia, Cruzeiro, Núcleo Bandeirante, Recanto das Emas, Riacho Fundo I e II, Samambaia, São Sebastião, Sudoeste e Taguatinga. A ideia é que todas as regiões administrativas tenham modificações para atender o sistema de transporte público previsto em licitação em 2011. "Essa mudança amplia a oferta de ônibus e reduz o tempo de viagem", pontua o diretor-geral do DFTrans, Léo Carlos Cruz. Do Gama ao fim da W3 Sul, por exemplo, o passageiro pode chegar a economizar 18 minutos.

Informações: DFTrans

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Pensado para melhorar o fluxo do trânsito na cidade, BRT se torna pesadelo

13/12/2015 - Correio Braziliense

Um dos legados deixados ao Distrito Federal pela Copa do Mundo de 2014 na área de mobilidade, o Expresso DF (BRT) está longe de ser o que prometiam os governos federal e distrital antes da inauguração da obra, em junho daquele ano. Alvo de uma enxurrada de críticas por parte de usuários, o sistema ainda é falho naquilo que propôs de melhor: a organização do trânsito. Estações na altura do Park Way estão obsoletas e depredadas. Além disso, confundem o passageiro, pois os ônibus não param no local. Como se não bastasse, a licitação para execução das obras e as intervenções no trecho de 42km — que mudou a paisagem entre o Plano Piloto, Santa Maria e Gama — são alvos de duas auditorias do Tribunal de Contas do DF (TCDF), que sugerem, entre outras questões, problemas de infraestrutura e de superfaturamento na aquisição de diversos itens.

Na semana passada, a reportagem do Correio percorreu alguns pontos de parada localizados no canteiro central da Estrada Parque Indústria e Abastecimento (Epia), entre o Núcleo Bandeirante e o Park Way, e encontrou uma série de problemas. Das seis áreas de embarque imponentes, feitas de vigas e telhas metálicas, apenas uma funcionava. Ainda foram encontradas paredes de vidro quebradas e trincadas, cercas de ferro amassadas, grades pichadas. Nem mesmo as catracas foram poupadas. Em uma delas, os fios tinham sido arrancados. O custo médio de cada estação foi de R$ 2,2 milhões.

Na parada Vargem Bonita, ao meio-dia, 12 lâmpadas estavam acesas. Painéis de informação defeituosos tornavam difícil a tarefa de ler o itinerário. Vazamentos e lixo espalhado também faziam parte do cenário. Uma estação adiante, no sentido Santa Maria, o quadro se repetia. Nenhum funcionário cuidava do local e não havia vivalma aguardando o transporte. Somente na próxima estação, Granja do Ipê, um vigilante estava presente. O GDF argumenta que as estações na altura do Park Way ainda não estão aptas para receber passageiros, porque aguardam licitação para garantir a segurança e a limpeza dos espaços. Informação que o encarregado de obras Edcarlos de Barros, 35 anos, precisou descobrir sozinho. Na última terça-feira, ele esperava condução em uma das paradas de concreto na lateral da pista. "Nunca vi o BRT parar nessas paradas do meio. Um gasto totalmente desnecessário, tudo em vão”, reclamou.

O auxiliar de despachante Ellisson Barbosa Matos, 40 anos, engrossou o coro: "Os únicos ônibus que passam pela Epia fazem isso pelos antigos pontos. Se inventar de esperar nos do centro, por lá fico. Nem funcionário eles têm”, disse. Matos depende do transporte coletivo para ir ao trabalho. Para isso, precisa pegar três ônibus. Ele afirma que, antes das obras do BRT, pegava apenas uma condução e era mais rápido.

Insegurança

A dificuldade de transporte no local é tamanha que alguns passageiros relatam a presença de piratas. Um trabalhador do Park Way, que preferiu ter a identidade preservada, é testemunha ocular desse trânsito. "O movimento começa a partir das 17h. Quem se recusa a arriscar o transporte clandestino tem que aguardar um ônibus para o Entorno, pagar R$ 4,75 para chegar a algum ponto e, de lá, seguir para o destino final, algumas vezes, pagando ainda mais”, revelou.

Outra reclamação recorrente por parte dos passageiros é a diminuição no número de linhas que passam pela Epia. A empregada doméstica Aparecida de Sousa, 32 anos, conta que, após a mudança, a ida para casa ficou mais difícil. "A solução é esperar um coletivo para Santa Maria, mas nem todos os veículos estão parando, de tão lotados. Eu estou esperando há um tempo. Já passaram dois e não pararam”, criticou. Assim como Edcarlos, ela aguardava um coletivo em uma das paradas de ônibus na lateral da pista.

Desperdício

Não somente as paradas novas e velhas coexistem ao longo da Epia. O mesmo ocorre com duas passarelas, a poucos metros de distância uma da outra — foco da maior curiosidade por parte de quem passa pelo trecho. Uma segue moldes antigos e a outra, a atual padronização. Especialistas entrevistados pela reportagem afirmam que, em alguns casos, é possível reaproveitar antigas plataformas.

O diretor-técnico do Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans), Marcio Antonio de Jesus, explica que, embora as obras civis nas estações do Park Way tenham sido concluídas, operacionalmente o terminal não está à disposição. "Esse sistema foi licitado em 2011 e está sendo implantado. Temos que inaugurar mais algumas estações, instalar roletas, fazer os últimos ajustes. Estamos trabalhando para que isso seja colocado em funcionamento”, disse. Ele afirma que o órgão sabe dos problemas estruturais das estações, mas que isso ficará a cargo da empresa que executou a obra e não haverá gasto por parte do GDF. O Correio também entrou em contato com o governo federal para responder às críticas com relação ao BRT, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.

"Os únicos ônibus que passam pela Epia fazem isso pelos antigos pontos. Se inventar de esperar nos do centro, por lá fico. Nem funcionário eles têm” - Ellisson Barbosa Matos, auxiliar de despachante

Transtornos

Além de mudar a paisagem, as obras para a construção do BRT causaram muitos transtornos aos motoristas. Por diversas vezes, trechos foram bloqueados e o trânsito precisou ser desviado por vias marginais.

Rede inacabada prejudica usuários

14/12/2015 - Correio Braziliense

"O projeto não solucionou a questão da fluidez no trânsito. A expectativa da quantidade de veículos que passariam pela via não foi bem dimensionada" - Sandra Patrícia Fernandez, engenheira civil e professora do UniCeub

Distante da proposta inicial de melhorar a vida de quem depende do transporte coletivo, o Expresso DF (BRT) desagrada tanto na prestação do serviço, quanto na infraestrutura. Enquanto alguns problemas são perceptíveis a olho nu, como mostrou o Correio ontem, outros são invisíveis ao usuário, mas têm consequências no cotidiano da população. Tratam-se de falhas na concepção e na execução do projeto, questionadas por especialistas. Dois relatórios do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) demonstram isso. O mais recente deles, analisa, entre outros pontos, se as especificações do contrato foram cumpridas.

O BRT, fruto de uma parceria entre os governos federal e distrital, custou mais de R$ 761 milhões aos cofres públicos. A análise do tribunal sugere mais de R$ 15 milhões de gastos indevidos. O estudo anterior, de 2009, tem como objeto a licitação, e é ainda mais alarmante. Nesse, a suspeita é de que o prejuízo ultrapasse a casa dos R$ 105 milhões, mas nenhum dos dois estudos foi concluído.

Pontos críticos

Amparada nas reclamações dos usuários e nos questionamentos técnicos, a reportagem do Correio levou uma engenheira civil até o local das obras. Desta vez, para analisar a infraestrutura e a fluidez do trânsito. Entre os pontos críticos levantados pela professora do Centro Universitário de Brasília (UniCeub), Sandra Patrícia Fernandez, está a falta de sinalização horizontal e vertical nos viadutos — único acesso de retorno aos motoristas. Além disso, a necessidade de mais equipamentos de proteção nessas elevações, como barreiras de contenção.

Na avaliação da especialista, é preciso fazer as demarcações corretas no pavimento, além de afixar placas que indiquem a velocidade do trecho ou instalar redutores de velocidade. No alto de um dos viadutos de retorno, há uma espécie de acesso para a contramão, que mais parece ter sido construído como um "puxadinho”. E, para piorar, a falta de pintura adequada no local dificulta a leitura por parte do motorista. "O usuário fica confuso: são duas faixas ou apenas uma? Pode passar reto ou não?”, questiona Sandra. No trecho a que ela se refere, o meio-fio está danificado e resta o para-choque de um veículo que se envolveu em um acidente.

Esses problemas culminam na complicação do trânsito na via. "Nesse caso, em vez de uma pista com fluxo regular — o esperado para a região —, o que se tem, atualmente, é um tráfego inaceitável. Podemos entender, portanto, que o projeto não solucionou a questão da fluidez no trânsito. A expectativa da quantidade de veículos que passariam pela via não foi bem dimensionada”, sugeriu.

Obra inacabada

Para explicar a origem do problema, o professor do departamento de engenharia civil e ambiental da Universidade de Brasília (UnB), Joaquim José de Aragão, ressalta a necessidade de um bom planejamento. "A estrutura é vistosa, mas sem organização da rede de transporte”, observa. "Eu diria que a rede continua confusa, fragmentada, irracional, com muitas duplicações de linhas. A engenharia de tráfego é outra miséria. Está abaixo de qualquer crítica”, exclama ele, que avalia a obra como inacabada.

O governo rebate a crítica com dados de um levantamento feito pelo DFTrans. O estudo mostrou que o passageiro do BRT economiza 15 minutos nas viagens pelo transporte expresso. O diretor-técnico do órgão, Marcio Antonio de Jesus, explica que a comparação foi feita com ônibus que fazem as mesmas rotas, mas não usam a pista exclusiva (leia Para saber mais).

A falta de informação nos terminais e estações é um consenso entre passageiros e especialistas. "Isso está bem claro na lei de mobilidade. É obrigatório ao Estado fornecer as orientações para que o usuário saiba como vai utilizar o transporte. Mas, até hoje, ninguém se mexeu quanto a isso. A Justiça tem que começar a agir. O sistema está ilegal”, denunciou Aragão. Segundo Marcio Antonio de Jesus, as estações do BRT contarão com monitores informando o itinerário aos passageiros, ação que não saiu do papel até agora.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

BRT DF funciona aos trancos e barrancos

26/11/2015 - Jornal de Brasília

Criado com a promessa de encurtar distâncias e de fazer com que os usuários passassem mais tempo com as famílias, o BRT funciona aos trancos e barrancos no DF. Depois de vários testes e problemas, o veículo leve sobre pneus foi posto em circulação sem a licença  obrigatória para operação. E assim permanece, segundo o Governo do DF, porque não há dinheiro em caixa para os trâmites legais. 


Em nota conjunta com o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), o  Instituto Brasília Ambiental (Ibram) confirma que a licença de instalação expedida em 2011 para o BRT está vencida.   

Segundo o DER, a licença de operação foi solicitada ao Ibram  ainda durante a vigência da licença de testes, em 2014, mas nem todas as condicionantes foram cumpridas, pois faltou o Plano Básico Ambiental.

A licitação para elaboração deste documento já foi realizada pelo DER, diz o texto. “Porém, por indisponibilidade financeira, o contrato ainda não foi assinado”, confirma a nota encaminhada pela assessoria de imprensa do instituto.

Em janeiro deste ano, um aviso de requerimento de prorrogação de licença de instalação foi publicado no Diário Oficial do DF. O texto, datado do dia 22, é assinado pelo diretor-geral do órgão, Henrique Luduvice.  

Fiscalização

De acordo com o Ibram, o Serviço de Fiscalização do  órgão “ já está analisando o processo para fazer as autuações devidas”.  Nos bastidores, no entanto, a informação é de que não há servidores suficientes para fiscalizar e autuar.  

O DER informou que aguarda, agora, a disponibilidade de orçamento para assinar o contrato com a empresa vencedora  da licitação para  elaborar o Plano Básico Ambiental.

A licença de instalação, segundo o próprio Ibram, autoriza a instalação do empreendimento ou da atividade de acordo com as especificações constantes dos planos, programas e projetos aprovados, incluindo as medidas de controle ambiental e demais condicionantes, exigências ou restrições apresentadas pelo Ibram. Esta licença, informa o instituto, “autoriza o início da obra ou do serviço no local do empreendimento, porém, não autoriza seu funcionamento”.

A Licença de Operação, por sua vez, é o documento que autoriza o funcionamento da atividade ou do empreendimento, após a verificação  das exigências. “Contém as medidas de controle ambiental e condicionantes determinadas para a operação”.

Ampliação

Depois de um dia de caos e de protesto de passageiros, o DFTrans anunciou o aumento de circulação de ônibus do BRT para a W3 Sul.  A partir de hoje, mais 16 veículos ampliarão o sistema.   

No Gama, a linha 2205/W3 Sul operará das 5h30 às 8h15 — com mais duas viagens —, e a 2303/W3 Sul, em Santa Maria, das 5h10 às 8h15 — aumentando para três a quantidade de viagens. 

As novas linhas com destino à W3 Sul começaram a operar no sábado. O novo percurso, divulga o governo,  diminui o tempo de viagem em 17 minutos, saindo de Santa Maria, e em 18 minutos, do Gama. 

Com os novos horários, a linha do Park Way (2207/Park Way/W3 Sul), que antes circulava das 8h às 15h45, passará a rodar das 8h30 às 15h45.

Por Milena Lopes
Informações: Jornal de Brasília

terça-feira, 24 de novembro de 2015

BRT não tem licença para rodar

24/11/2015 - Jornal de Brasilia

Criado com a promessa de encurtar distâncias e de fazer com que os usuários passassem mais tempo com as famílias, o BRT funciona aos trancos e barrancos no DF. Depois de vários testes e problemas, o veículo leve sobre pneus foi posto em circulação sem a licença  obrigatória para operação. E assim permanece, segundo o Governo do DF, porque não há dinheiro em caixa para os trâmites legais.

Em nota conjunta com o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), o  Instituto Brasília Ambiental (Ibram) confirma que a licença de instalação expedida em 2011 para o BRT está vencida.  

Segundo o DER, a licença de operação foi solicitada ao Ibram  ainda durante a vigência da licença de testes, em 2014, mas nem todas as condicionantes foram cumpridas, pois faltou o Plano Básico Ambiental.

A licitação para elaboração deste documento já foi realizada pelo DER, diz o texto. "Porém, por indisponibilidade financeira, o contrato ainda não foi assinado”, confirma a nota encaminhada pela assessoria de imprensa do instituto.

Em janeiro deste ano, um aviso de requerimento de prorrogação de licença de instalação foi publicado no Diário Oficial do DF. O texto, datado do dia 22, é assinado pelo diretor-geral do órgão, Henrique Luduvice. 

Fiscalização

De acordo com o Ibram, o Serviço de Fiscalização do  órgão " já está analisando o processo para fazer as autuações devidas”.  Nos bastidores, no entanto, a informação é de que não há servidores suficientes para fiscalizar e autuar. 

O DER informou que aguarda, agora, a disponibilidade de orçamento para assinar o contrato com a empresa vencedora  da licitação para  elaborar o Plano Básico Ambiental.

A licença de instalação, segundo o próprio Ibram, autoriza a instalação do empreendimento ou da atividade de acordo com as especificações constantes dos planos, programas e projetos aprovados, incluindo as medidas de controle ambiental e demais condicionantes, exigências ou restrições apresentadas pelo Ibram. Esta licença, informa o instituto, "autoriza o início da obra ou do serviço no local do empreendimento, porém, não autoriza seu funcionamento”.

A Licença de Operação, por sua vez, é o documento que autoriza o funcionamento da atividade ou do empreendimento, após a verificação  das exigências. "Contém as medidas de controle ambiental e condicionantes determinadas para a operação”.

Ampliação

Depois de um dia de caos e de protesto de passageiros, o DFTrans anunciou o aumento de circulação de ônibus do BRT para a W3 Sul.  A partir de hoje, mais 16 veículos ampliarão o sistema.  

No Gama, a linha 2205/W3 Sul operará das 5h30 às 8h15 — com mais duas viagens —, e a 2303/W3 Sul, em Santa Maria, das 5h10 às 8h15 — aumentando para três a quantidade de viagens.

As novas linhas com destino à W3 Sul começaram a operar no sábado. O novo percurso, divulga o governo, diminui o tempo de viagem em 17 minutos, saindo de Santa Maria, e em 18 minutos, do Gama.

Com os novos horários, a linha do Park Way (2207/Park Way/W3 Sul), que antes circulava das 8h às 15h45, passará a rodar das 8h30 às 15h45.

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Após nove anos, tarifas de ônibus serão reajustadas

16/09/2015 -  ASCOM DFTrans

Após nove anos, tarifas de ônibus serão reajustadas
Após nove anos, tarifas de ônibus serão reajustadas
Agência Brasília

As tarifas do transporte público de Brasília serão ajustadas a partir de domingo (20). Nos ônibus, as passagens, que hoje vão de R$ 1,50 a R$ 3, custarão de R$ 2,25 a R$ 4. Já a tarifa de R$ 3 do metrô passará para R$ 4. Não haverá descontos nos fins de semana e nos feriados. Com o aumento, o governo deixará de gastar, com o setor, cerca de R$ 50 milhões apenas neste ano. Em 2016, a previsão é que essa cifra chegue a, pelo menos, R$ 100 milhões.

As mudanças são reflexo das dificuldades que o governo local enfrenta devido ao rombo deixado pela gestão anterior, agravado pela crise nacional, que também afeta o Distrito Federal. Com o reajuste, a tarifa média — levando em consideração as diferenças no número de passageiros em cada faixa — ficará em R$ 3,41. Atualmente, esse valor é de R$ 2,44.

Desde janeiro de 2006, o preço das passagens de ônibus não sofre alterações para o consumidor (veja tabela abaixo). Mas os custos, como combustível e salário de motoristas e cobradores, aumentaram significativamente no período e foram absorvidos pelos cofres públicos, já que o governo subsidia o transporte no DF.

Isso significa dizer que, quando o usuário passa pela catraca do ônibus, o que ele paga não representa o valor real do bilhete. A passagem custa mais caro, o que é chamado de tarifa técnica, porém, apenas parte dela — a tarifa do consumidor — é repassada aos cidadãos. A diferença é subsidiada com recursos públicos. O orçamento local ainda arca com as gratuidades para pessoas com deficiências e o passe livre estudantil.

"Para reduzir essas tarifas técnicas, é preciso continuarmos com o nosso trabalho de racionalização e de combate a fraudes. Assim, conseguiremos diminuir os custos para a população", afirma Carlos Tomé, secretário de Mobilidade.

Em 2015, segundo a pasta, R$ 550 milhões serão gastos pelo governo para pagar o transporte público, já considerando uma redução de cerca de R$ 50 milhões com o reajuste da tarifa. No próximo ano, a estimativa é que as despesas na área caiam para R$ 450 milhões. Uma diferença de R$ 100 milhões ajudará no custeio de outros serviços essenciais à população.

Inflação
Nos últimos nove anos — período em que não houve repasses do aumento na tarifa para o usuário —, o custo do transporte aumentou em várias frentes. Na principal, houve um acréscimo de 141% nos salários de motoristas e cobradores, segundo a Secretaria de Mobilidade.

Em janeiro de 2006, a média de vencimento era de R$ 460,40 para cobradores e de R$ 880 para motoristas. Esses valores passaram para R$ 1.119,33 e R$ 2.121,33, respectivamente, em setembro de 2015. Os gastos com esses profissionais representam 50% dos custos das empresas.

Na conta, também tem destaque o aumento no valor do combustível. O valor do litro do óleo diesel subiu de R$ 1,70, em 2006, para R$ 2,57 neste ano. Além disso, a inflação acumulada entre janeiro de 2006 e setembro deste ano é de 73,60%.

Em contrapartida, o salário mínimo cresceu 125% no período — de R$ 325 para os atuais R$ 788. Assim, o passageiro que, em 2006, recebia um salário mínimo e fazia duas viagens diárias, sentia mais o impacto do transporte no bolso. O comprometimento com esse item era de 41,14% do salário. Agora, essas despesas, já reajustadas, representarão 24,17%.

Reajustes da tarifa de ônibus

Antes de 2006
Janeiro de 2006
Setembro de 2015*
R$ 1,20, R$ 1,50, R$ 2,25
R$ 1,60, R$ 2,00, R$ 3,00
R$ 2,50, R$ 3,00, R$ 4,00
*A partir de domingo (20)

Tarifa do metrô

2005
Janeiro de 2006
Fevereiro de 2009
Setembro de 2015*
R$ 1,50, R$ 2,00, R$ 3,00, R$ 4,00

Fonte: Agência Brasília

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Intervenção em empresas de ônibus causou prejuízo de R$ 46 milhões ao GDF

30/09/2015 07:54

30/09/2015 - Correio Braziliense

Anunciada pelo governo passado como um enfrentamento aos "barões do transporte”, a intervenção em empresas de ônibus serviu para o Governo do Distrito Federal (GDF) assumir dívidas de companhias privadas que recebiam verbas milionárias do Executivo local. Auditoria da Controladoria-Geral do DF apurou prejuízo, apenas em 2013, de R$ 46,5 milhões na Sociedade de Transporte Coletivo de Brasília (TCB), estatal responsável pela assunção (termo técnico usado quando o Estado assume uma firma particular).

Para bancar os custos das empresas, o Palácio do Buriti teve de quintuplicar o orçamento, inicialmente previsto para a TCB naquele ano — saltou de R$ 24 milhões para R$ 137,4 milhões. À época, o então governador, Agnelo Queiroz (PT), alegou que essa era a única alternativa para garantir os coletivos nas ruas da capital em boas condições. Durante a eleição, o petista explorou o fato como um ato de coragem, de mexer em estruturas que funcionavam em Brasília há décadas.

A controladoria, no entanto, aponta diversos erros jurídicos e de gestão na forma como o processo foi conduzido pelo antigo governo. Ao assumir a operação dos grupos Viplan e Amaral, o GDF não fez, por exemplo, um levantamento da situação patrimonial das companhias. Sem isso, é impossível saber ao certo o que o Executivo tomou para si, seja de despesas, seja de equipamentos — não há registro sequer de quantos veículos e garagens passaram a ser de responsabilidade do GDF.

A questão trabalhista é outro ponto levantado pela auditoria. O governo assumiu, integralmente, as dívidas com os funcionários e pagou salários, encargos e indenizações que deveriam ser honrados pelos patrões anteriores. O Executivo local não apurou a fundo quais benefícios e valores estavam em aberto, segundo a controladoria. Quitou, por exemplo, o adicional de insalubridade que estava pendente sem comprovação das condições de trabalho. Na ocasião, o Ministério Público do Trabalho (MPT) intermediou um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) assinado entre rodoviários, empresas e governo. Dois anos depois, a lei aprovada na Câmara Legislativa que permitiu o pagamento foi considerada inconstitucional pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT).

Na avaliação da controladoria, o dinheiro gasto pelo governo com a encampação das empresas de ônibus poderia ter sido usado para outros fins, como compra de veículos para a TCB. O deficit do Grupo Amaral — R$ 32,3 milhões — resultaria em 100 novos ônibus, estima o órgão. Em 11 meses, a empresa gerou R$ 20,17 milhões de receita e teve despesa de R$ 52,5 milhões. No caso da Viplan, em apenas 11 dias, os gastos foram de R$ 15 milhões, e o dinheiro que entrou em caixa, R$ 820,9 mil. Esse deficit de R$ 14,17 milhões daria para adquirir 44 coletivos.

A controladoria resume: "Destacamos a inexistência do parecer da Procuradoria-Geral do Distrito Federal, ausência de planejamento prévio, a não realização do inventário patrimonial da empresa encampada e a ausência de estudos de viabilidade técnica e econômico-financeira que suportassem as assunções. Além de ter realizado contratações por dispensa de licitação”, atesta o documento.

O presidente da TCB à época, Carlos Alberto Koch, afirma que a empresa não tomou prejuízo, pois os recursos usados na intervenção eram originários do Tesouro do GDF, não da estatal. Sobre a situação patrimonial, ele admite não ter sido feito, num primeiro momento, mas garante que, depois, ele aconteceu, e as empresas estiveram de acordo. "Isso não acrescenta ou suprime nenhum gasto. Não ter feito o levantamento pode dar divergência no momento da devolução do patrimônio, mas isso não ocorreu”, destaca. Ele acrescenta que o GDF pagou os servidores das companhias amparado em um decreto do governador, não em lei julgada inconstitucional mais tarde. Koch também garante que foram feitos estudos prévios para realizar a intervenção, diferentemente do relatado na auditoria.

Pioneira no ransporte

Fundada em 1961, a Sociedade de Transportes Coletivos de Brasília Ltda. (TCB) foi a primeira empresa de transporte coletivo criada na capital fede-ral. Apesar de ter "sociedade” no nome, sempre exerceu o papel de estatal subordinada ao Governo do Distrito Federal (GDF). Nas décadas de 1960 e 1970, chegou a ser considerada modelo nacional, operando 96% das linhas de ônibus de Brasília — na época, foi pioneira na implantação de transmissão automática em ônibus. Atualmente, é proprietária de 53 coletivos e opera 10 linhas, sendo duas delas executivas, que ligam o Aeroporto Internacional de Brasília Juscelino Kubitschek aos setores hoteleiros Norte e Sul e o Sudoeste à Esplanada dos Ministérios. Também tem serviço de aluguel dos automóveis.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Revolta e lamento no 1º dia de reajustes no DF

21/09/2015 -  Correio Braziliense

O primeiro dia de vigência das novas tarifas previstas no pacote do GDF ficou marcado por reclamações, desinformação e problemas no sistema. Tanto nos terminais de ônibus, quanto nas estações do metrô, alguns passageiros disseram terem sido pegos de surpresa pelos reajustes, que chegam, em média, a 40%. Além disso, nem toda a estrutura técnica funcionou de acordo com os novos valores. O painel do Veículo Leve Sob Trilhos (BRT) ainda marcava R$ 3 e quem usa vale-transporte e recarregou o cartão até a última sexta-feira tem até 20 de outubro para gastar o saldo de acordo com os preços antigos. Ontem, não houve protestos, mas estão previstas manifestações contra os aumentos ao longo da semana.

Absurdo foi a palavra mais usada pelos brasilienses para definir o pacote estipulado pelo governador Rodrigo Rollemberg (PSB). Moradora de Ceilândia, a auxiliar de dentista Tamires Alcoforado Vicente, 18 anos, começou a repensar os gastos. "Alguma coisa terá de sair da conta. A nova tarifa pesou no orçamento”, lamentou. Até então, Tamires recebia R$ 20 por semana para gastar com transporte público. Ela paga duas passagens por dia — cada bilhete custava R$ 2. "Agora, a empresa vai precisar rever o benefício, pois, só com esse valor, não dá mais”, afirmou.

A empregada doméstica Rosa Cardoso, 40, e a filha Tatiane Campos, 22, saíram de São Sebastião, onde moram, na manhã de ontem, para buscar um amigo na Rodoferroviária. Quando chegaram à Estação Central do metrô, na Rodoviária do Plano Piloto, ficaram incomodadas com o novo valor da tarifa. "Já mudou?”, questionou Tatiane. "Isso não é possível. O brasiliense vai precisar rever toda a sua vida, principalmente o lazer, além de repensar passeios e viagens. Sobe a passagem, mas o salário, não. Como faz?”, reclama Rosa.

O funcionário público Luiz Cláudio Batista Costa, 52, mora em Águas Claras e usa o metrô nos fins de semana. Antes, pagava R$ 2. Ontem, gastou o dobro. "No sábado e no domingo, era mais barato. Com a mudança, ficou tudo o mesmo preço. Para a gente que usa com menos frequência, já é um impacto, imagina quem precisa todo dia”, comentou. O filho de Luiz, João Luis Rodrigues da Costa, 18, pega o metrô duas vezes por semana para ir e voltar da escola. A mesada não terá reajuste, então, o jeito será "dar um jeitinho”, como explicou o pai.

O reajuste previsto para o transporte público valeu apenas para quem pagou as passagens com dinheiro. Quem tem os cartões do Sistema de Bilhetagem Automática gastou sem o acréscimo. A situação gerou dúvidas na população. Segundo o Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans), os créditos feitos pelas empresas são anteriores ao reajuste. Isso só mudará a partir das novas recargas ou dentro de um prazo máximo de 30 dias, a contar da data de publicação do decreto do governador. "Quebramos a cabeça para garantir que aqueles créditos comprados antes tenham o poder de compra garantido. Esse foi um dos pontos mais complicados do ponto de vista técnico”, explicou o secretário de Mobilidade, Carlos Henrique Tomé.

Sobre os imprevistos, o titular da pasta afirmou que a mudança começou justamente no fim de semana para que o período de adaptação não prejudicasse o andamento do sistema, nem afetasse muita gente. "Identificamos uma série de pequenas questões que, se fosse amanhã (segunda-feira), poderiam ser um contratempo maior. Estamos corrigindo as falhas”, afirmou.

Zoológico

No último fim de semana de entrada com valor de R$ 2, muitas famílias aproveitaram para levar as crianças ao Zoo. A partir de amanhã, o ingresso subirá para até R$ 10. Desde sábado à noite, a pequena Maria Eduarda de Oliveira, 8 anos, estava ansiosa para ver o borboletário. Ontem, convenceu a família e amigos a fazer o passeio. Estavam em 9 pessoas. O que custou R$ 18, com o novo pacote, saltará para R$ 70. "Embora tivesse defasagem e fosse necessário, o acréscimo foi acima da inflação. Poderia ser menor”, disse o administrador Rullyan Barroso. "O custo de manutenção do parque poderia ser mantido com o imposto embutido em tudo que compramos”, sugeriu a estudante Isabel Oliveira de Sousa.

Mais atos

Na sexta-feira, cerca de 600 integrantes do Movimento Passe Livre (MPL) protestaram contra o plano de austeridade do GDF. A manifestação na Rodoviária do Plano Piloto acabou em confronto com a Polícia Militar. Dois PMs ficaram feridos. Para hoje, o grupo, sem filiação partidária, agendou um ato em Brazlândia. Na terça-feira, retornará à Rodoviária.

Atenção às mudanças

Confira os principais reajustes previstos pelo GDF

Em vigor

Passagem de ônibus

» De R$ 1,50 para R$ 2,25

» De R$ 2 para R$ 3

» De R$ 2,50 para R$ 3

» De R$ 3 para R$ 4

Bilhete do metrô

» De R$ 3 para R$ 4

(inclusive aos fins de semana)

A partir de amanhã

Entrada no Zoológico

» De R$ 2 para R$ 10 e R$ 5 (meia-entrada, para crianças de 5 a 12 anos, estudantes, professores, idosos e beneficiários de programas sociais do governo). Valores válidos para sexta, sábado e domingo

» De R$ 2 para R$ 5 (pessoas com deficiência e crianças até 5 anos terão entrada franca). Preços de terça a quinta-feira.

A partir de 1º de outubro

Restaurante Comunitário

» De R$ 1 para R$ 3

Povo fala

O que você acha dos aumentos previstos pelo pacote de medidas do GDF?

Vanderlei Oliveira Santos,  39 anos, servidor público, morador de Brasília

"Acredito que o governador esteja indo pelo lado errado. Ele deveria incentivar o desenvolvimento e o crescimento do DF atraindo empresas para investir aqui e gerar emprego. Aumentar as tarifas não vai ajudar a população. Em que uma mudança no Zoológico vai interferir?”

Pollyana Guimarães, 30 anos, secretária e estudante, moradora de Sobradinho

"É um absurdo. Eles provocam o rombo e quem paga é a gente. E o pior é que o salário não aumenta. Hoje, tive de pagar R$ 4 de Sobradinho para a Rodoviária do Plano Piloto e ainda vou gastar com o metrô. Vou ter de parar de comer na faculdade e comprar livro, por exemplo.”

Marcus Vinícius Teixeira, 26 anos, gerente de salão de beleza, morador do Plano Piloto

"É complicado para todo mundo. Para quem depende de passagem, vai afetar diretamente o orçamento, mas a mudança pode até aumentar o desemprego, porque as empresas terão de repassar esse valor. O direito de ir e vir do cidadão está ficando cada vez mais difícil.”

Elza Pereira Valadares, 40 anos, técnica de enfermagem e cuidadora de idosos, moradora do Jardim Ingá

"Está errado. Eu moro no Jardim Ingá e todos os dias preciso pegar dois ônibus para trabalhar. Não está fácil. O nosso salário também não ajuda. O meu marido tira dinheiro do próprio salário para me ajudar. Acredito que o governo poderia encontrar outras formas que não prejudicassem a nossa vida.”

Gilvan de Souza, 34 anos, vigilante, morador de Planaltina

"Eu fui pego de surpresa. Achei um absurdo. Vai impactar bastante no meu dia a dia. Pego quatro ônibus todos os dias, desembolsava R$ 12 e, agora, vai para R$ 16. Vou ter de conversar com o meu chefe para tentar rever o valor do vale-transporte que recebo.”

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Linhas de ônibus que atendem o Cruzeiro têm mudanças

03/08/2015 - Agência Brasília

As linhas de ônibus que atendem a população do Cruzeiro passarão por mudanças na segunda-feira, 3 de agosto. Para aprimorar o serviço, o Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans) reorganizou os itinerários dos coletivos da empresa Piracicabana e ajustou a tabela de horários. A nova grade poderá ser consultada no sistema de busca do site da autarquia a partir do início das modificações.

Linhas já existentes substituirão seis que atendiam trechos semelhantes. As 128.4, 0.007, 0.024, 0.150, 0.151 e as 0.006 e 151.2 vão absorver as 128.3, 0.016, 0.025, 150.1, 151.1, 151.4, respectivamente.

A circular 0.031 atenderá a W3 Sul e Norte, a L2 Sul e a Esplanada. Já a 0.032 ficará com a L2 Sul e Norte e a Esplanada. Operadas por miniônibus — com capacidade para 50 pessoas —, elas deixarão de percorrer as entrequadras do Cruzeiro. Esses percursos serão feitos pelas 0.022, 0.023 e 0.035.

Para as modificações, o DFTrans levou em conta o número de passageiros transportados diariamente em cada opção. Com as mudanças, o Cruzeiro passa a contar com 19 linhas em vez de 25. O órgão garante que nenhum itinerário deixará de ser atendido.

Samambaia
Há duas semanas, Samambaia passou por ajuste similar ao que vai ocorrer no Cruzeiro. As linhas foram reorganizadas e reduzidas de 22 para 17, com a criação de uma circular. A ideia foi diminuir a quantidade de trechos parecidos e aumentar a frequência de coletivos nos pontos. Todas as regiões administrativas devem passar pelo processo.

domingo, 26 de julho de 2015

Governador do DF tem cinco meses para implantar bilhete único e cumprir promessa de campanha

26/07/2015 Portal R7 - DF

O governador do Distrito Federal Rodrigo Rollemberg (PSB) usou a tarifa única, ou bilhete único, para rebater a promessa de tarifa de ônibus a R$ 1 do então candidato Jofran Frejat (PR) nas eleições 2014. Na época, Rollemberg garantiu que a medida seria adotada logo no primeiro ano de governo e, agora, terá que correr contra o tempo para cumprir a promessa. Isso porque, segundo a própria Secretaria de Mobilidade do DF, ainda não há data definida para que o bilhete único passe a valer.

Segundo a pasta, o projeto para a implantação do bilhete único está em andamento, com o desenvolvimento de várias atividades intermediárias, tais como: recadastramento de validadores, reprogramação e racionalização de linhas e contratação de projeto piloto de sistema de bilhetagem automática.

Em entrevista ao R7 DF, o secretário Carlos Tomé disse que o bilhete único está sendo implantado de modo "gradual" e que em algumas áreas ele já é uma realidade, a exemplo do Expresso Sul.

[Para a o funcionamento da tarifa única], as pessoas precisam ter o cartão e o sistema tem que estar parametrizado, ou seja, programado para funcionar com o bilhete único. explica o secretário.

De acordo com o secretário, o bilhete único não pode ser estendido de uma só vez à malha do transporte urbano do DF porque, atualmente, ela é " muito irracional e precisa ser adequada em vários quesitos", como superar os problemas com o sistema informatizado da Transdata e  da sobreposição de linhas em operação. Contudo, ele garante que, à medida que as linhas vêm sendo racionalizadas, o bilhete único vem sendo implementado.

No Expresso Sul, por exemplo, ao conscientizar o cidadão sobre a compra do cartão recarregável, veio junto a aplicação do bilhete único; com reestruturação das linhas do Riacho Fundo, vem junto a estratégia do bilhete único.

O Secretário também informou que já está em processo a integração dos modais (ônibus, micro-ônibus, BRT e metrô) para o recebimento do bilhete único. Questionado se a questão financeira do GDF (Governo do Distrito Federal), que alega estar com pouco dinheiro em caixa, será um problema para a implantação da proposta, o secretário responde de pronto: não.

A questão financeira afeta de modo geral o governo. Entretanto, não necessariamente a implementação do bilhete único por ser um projeto em execução com os gastos dentro da previsão da secretaria.

Defasada, a rede de ônibus coletivo e metrô submete passageiros a rotinas de superlotação a espera por horários indefinidos a um custo que chega até R$ 3 por viagem. Com o bilhete único, o usuário poderá utilizar diversas modalidades de transporte - ônibus, metrô micro-ônibus e VLT - várias vezes ao dia com o pagamento de apenas uma tarifa.

Carlos Tomé descartou aumento de passagens no transporte público "enquanto não houver melhorias nos serviços".

terça-feira, 21 de julho de 2015

Governo investirá mais de R$ 790 mi no Metrô-DF

21/07/2015 - Jornal de Brasília

A Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF) receberá INVESTIMENTOS para aprimorar o sistema. As medidas foram divulgadas pelo Governo de Brasília com a intenção de melhorar a mobilidade na capital. Entre as estratégias estão obras de expansão do metrô e a inauguração do veículo leve sobre trilhos (VLT). Com previsão de conclusão no período de dois anos, o processo licitatório de algumas ações será iniciado em agosto deste ano.

Segundo o GDF, serão 14 licitações para construir cinco estações e modernizar o sistema, com melhorias na rede de energia, na telecomunicação e na sinalização dos circuitos, entre outras. As medidas vão custar aproximadamente R$ 795 milhões. A maior parte, R$ 629 milhões, é do governo federal, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento. O DF entrará com pouco mais de R$ 160 milhões — R$ 126 milhões de contrapartida dos recursos da União e R$ 40 milhões da concorrência para contratar uma empresa de assistência técnica durante toda a execução.

A primeira compra pública, na modalidade pregão, servirá para adquirir cerca de 200 novos rádios para a Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF), com valor em torno de R$ 14 milhões. Equipamentos com tecnologia digital, mais moderna, substituirão modelos já obsoletos.

Cinco novas estações

Para a construção de novas estações de metrô, haverá, a princípio, três licitações. A primeira, prevista para setembro deste ano, será destinada a duas em Samambaia. As demais, para duas em Ceilândia e uma na Asa Norte, deverão sair até 2016. Samambaia foi priorizada devido à complexidade das outras. O trecho naquela região, com INVESTIMENTO aproximado de R$ 127 milhões, envolve também obras necessárias para a expansão do metrô, como viadutos. As duas novas plataformas ficarão nas Quadras 111 e 117. Processo semelhante ocorrerá em Ceilândia, nas EQNOs 1/3 e 9/11 e EQNOs 5/7 e 13/15. Com o acréscimo, a região administrativa mais populosa de Brasília passará a contar com sete estações.

As cinco novas estações de metrô fazem parte do plano de obras anunciado pelo governador Rodrigo Rollemberg na quinta-feira (16).

Veículo leve sobre trilhos

Entre setembro e outubro deste ano, o governo lançará ainda licitações para o estudo de projetos de implantação do veículo leve sobre trilhos (VLT) em duas áreas de Brasília: um para sair da rodoferroviária e seguir até o fim da Esplanada e outro, do terminal de ônibus da Asa Sul ao da Asa Norte.

egundo Dourado, a companhia também pretende contratar outra análise para um terceiro VLT, no Sol Nascente, que integre a Avenida Hélio Prates com a Praça do Relógio.

domingo, 19 de julho de 2015

Racionalização de linhas de ônibus chega a Samambaia

17/07/2015 - ASCOM DFTrans



O Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans) informa que a partir de amanhã haverá mudanças operacionais no serviço de transporte coletivo de ônibus que atende a região de Samambaia. As alterações funcionarão em caráter experimental pelo período de um mês e, caso haja necessidade, adaptações serão feitas para melhor atender os usuários.

Haverá otimização no serviço de transporte da região, pois existem linhas sobrepostas fazendo os mesmos trajetos. Com as alterações, o cidadão contará com mais opções de viagens e com menor tempo de espera nas paradas. A empresa que opera na região é a Urbi.

"Um estudante da Universidade de Brasília (UnB) tinha três opções de horários de manhã e outras três no fim do dia para ir à instituição. Agora, terá várias ofertas de viagens o dia todo", exemplifica o secretário de Mobilidade, Carlos Tomé.

Segundo o secretário, essas alterações fazem parte das ações que estão sendo tomadas para melhorar o sistema de transporte público coletivo em todo o DF. "Nossa meta é reduzir a quantidade de linhas, encurtar as distâncias entre a origem e o destino e minimizar o tempo de espera do passageiro nas paradas e nos terminais. A mudança certamente se refletirá na vida da população", acrescenta o secretário.  

Segue a relação das linhas que serão excluídas, com as devidas substituições:
 
Moradores das quadras 800/1000 de Samambaia Norte
 
Foi criada a linha 0.800 (Alimentadora – Quadra 800/1000/Terminal Samambaia Norte), que fará a conexão das quadras 800/1000 com o Terminal de Samambaia Norte
 
Samambaia Norte (1ª Avenida)
 
Linhas excluídas (Terminal 121): 373.6, 373.7, 373.8, 380.1, 380.5, 380.6, 380.7, 391.2 e 391.4
Linhas substitutas: 373.2, 380.2, 391.3 e 0.392
 
Linha excluída: 373.7 (Samambaia Norte, 1ª Av./Rodoviária/Esplanada – EPNB)
Linhas substitutas: 373.2, 391.3 e 0.392
 
Linha excluída: 391.2 (Samambaia Norte, 1ª Av./Park Shopping/SIG/W3 Norte – EPNB)
Linhas substitutas: 391.3, 0.392, 373.2 e 380.2
 
Linha excluída: 380.1 (Samambaia Norte, 1ª Av./W3 Sul e Norte – EPTG)
Linhas substitutas: 380.2 e 391.3
 
Linha excluída: 391.4 (Samambaia Norte 1ª Av./Q 800/1000/W3 Sul e Norte – (EPNB)
Linhas substitutas: 391.3, 0.392 e 373.2
 
Linha excluída: 380.6 (Samambaia Norte, 1ª Av./W3 Sul (Q. 716) – EPTG)
Linhas substitutas: 380.2 e 391.3
 
Samambaia Norte (2ª Avenida)
 
Linhas excluídas (Terminal 121): 373.6, 373.7, 373.8, 380.1, 380.5, 380.6, 380.7, 391.2 e 391.4
Linhas substitutas: 0.373, 373.3, 0.380, 0.391 e 392.2
 
Linha excluída: 373.6 (Samambaia Norte, 2ª Av./Rodoviária/Esplanada – EPNB)
Linhas substitutas: 0.373, 392.2, 0.391 e 373.3
 
Linhas excluídas: 380.7 (W3 Sul (SIG-716 Sul) Samambaia Norte, 2ª Av – EPTG)// 380.5 (Samambaia Norte, 2ª Av/W3 Sul (SIG- 716 Sul) – EPTG)
Linhas substitutas: 0.380 e 0.391
 
Linha excluída: 373.8 (Samambaia Norte Q 800/1000, 2ª Av./Rodoviária – EPNB)
Linhas substitutas:  0.373, 392.2, 0.391 e 373.3
 
Linha excluída: 380.5 (Samambaia Norte, 2ª Av./W3 Sul (SIG-716 Sul) – EPTG)
Linhas substitutas: 0.380 e 0.391
 
 
Samambaia Sul (1ª Avenida)
 
Linhas excluídas (Terminal 093) – 394.4, 821.1, 0.396, 0.395, 395.2, 396.7, 825.1, 0.559, 0.560, 396.1, 395.1, 395.3 e 396.6
Linhas substitutas: 0.821, 0.851, 0.394 e 396.2
 
Linha excluída: 394.4 (Samambaia Sul, 1ª Av/St. Policial/Rodoviária/Esplanada - EPTG)
Linhas substitutas: 0.394, 0.821, 0.851 e 396.2
 
Linha excluída: 0.396 (Samambaia Sul, 1ª Av/Park Shopping/SIG/W3 Norte – EPNB)
Linhas substitutas: 0.821, 0.851, 396.2 e 0.394
 
Linha excluída: 821.1 (Samambaia Sul, 1ª Av/Eixo/Rodoviária/Esplanada – EPNB)
Linhas substitutas: 0.821, 0.851, 396.2, 0.821 e 0.851
 
Linha excluída: 0.395 (Samambaia Sul, 1ª Av./Park Shopping/SIG/W3 Sul – EPNB)
Linhas substitutas: 0.821, 0.851, 396.2 e 0.394
 
Linha excluída: 395.2 (Samambaia Sul, 2ª Av./Park Shopping/SIG/W3 Sul – EPNB)
Linhas substitutas: 0.821, 0.851, 396.2 e 0.394
 
Linha excluída:  396.7 (Samambaia Sul, 1 Av./Pistão Sul/W3 Sul e Norte – EPTG)
Linhas substitutas: 0.394, 396.2 e 0.394
 
 
Samambaia Sul (2ª Avenida)
 
Linhas excluídas (Terminal 093) - 394.4, 821.1, 0.396, 0.395, 395.2, 396.7, 825.1, 0.559, 0.560, 396.1, 395.1, 395.3 e 396.6
Linhas substitutas: 0.825, 394.1, 0.853 e 396.3
 
Linha excluída: 0.560 (Samambaia Sul, 2ª Av./Pistão Sul/SIG/W3 Sul – EPTG)
Linhas substitutas: 394.1 e 396.3
 
Linha excluída: 396.1 (Samambaia Sul, 2ª Av./Park Shopping/SIG/W3 Norte – EPNB)
Linhas substitutas: 0.825, 0.853, 396.3 e 394.1
 
Linha excluída: 395.1 (Samambaia Sul, 2ª Av./Park Shopping/SIG/W3 Sul – EPNB)
Linhas substitutas: 0.825, 0.853, 396.3 e 394.1
 
Linha excluída: 825.1 (Samambaia Sul, 2ª Av./Eixo/Rodoviária/Esplanada – EPNB
Linhas substitutas: 0.825, 0.853 e 396.3
 
Linha excluída: 0.559 (Samambaia Sul, 2ª Av./Pistão Sul/ St. Policial/Rodoviária – EPTG)
Linhas substitutas: 394.1, 0.825 e 396.3
 
Linha excluída: 395.3 (Samambaia Sul, 2ª Av./Park Shopping/W3 Sul (Q. 716) – EPNB)
Linhas substitutas: 0.825, 0.853 e 396.3
 
Linha excluída: 396.6 (Samambaia Sul, 2ª Av./Pistão Sul/W3 Sul e Norte – EPTG)
Linhas substitutas: 394.1 e 396.3

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Governo do DF reconhece problema no setor de transportes públicos

22/06/2015 - Correio Braziliense

O secretário de Mobilidade, Carlos Tomé, reconhece que a passagem de R$ 1,50 fixada há sete anos não cobre os custos e nem garante o equilíbrio financeiro. Segundo ele, sem a previsão contratual de pagamento de subsídio, o governo não pode fazê-lo e o tema está sendo analisado pela procuradoria jurídica. O equilíbrio deveria ser mantido ou garantido com o aumento do preço da passagem. Mas a qualidade do sistema em Brasília é ruim. E só imaginamos aumento do preço com a melhoria da qualidade do serviço, diz.

Ainda de acordo com o secretário, a situação das cooperativas foi analisada no começo do ano e a conclusão é a de que a maioria delas deveria ser excluída do sistema por descumprimento do contrato. Poderíamos cancelar o contrato por falta do pagamento da outorga e isso não tem a ver com a defasagem da tarifa porque o valor era para ter sido pago em 2008, quando ganharam a licitação. Outra cláusula descumprida diz respeito à qualidade do serviço. Algumas abandonaram as linhas, não cumprem todos os horários nem operam com todos os veículos. Isso dá razão ao cancelamento da permissão. Já temos algumas com esse procedimento instaurado e vamos abrir outros em breve, adianta o secretário. Com relação à sobreposição de linhas, Carlos Tomé diz que isso não deveria acontecer e afirmou que vai determinar uma averiguação.

A situação das cooperativas está sendo analisada pelo Ministério Público do DF desde o ano passado. A última reunião aconteceu em maio deste ano e o promotor responsável pelo caso, Rodrigo de Araújo Bezerra, da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público e Social, deve convocar o GDF e os cooperados para esclarecer os fatos. A prioridade para o MP é que haja um acordo porque o transporte é serviço público essencial, destaca. Também preocupa a decisão do governo em autorizar as empresas a operar nas linhas das cooperativas, quando essas param de atuar. É um serviço que precisa ser licitado, garante o promotor.

Cooperativas que operam micro-ônibus estão à beira da falência

Os representantes do setor reclamam da falta de reajuste da tarifa, fixada em R$ 1, 50 há mais de três anos. Três dos 9 grupos que atuam no DF quebraram

Incorporadas ao sistema de transporte público do Distrito Federal há sete anos, as cooperativas de micro-ônibus estão mergulhadas em uma crise que compromete a prestação do serviço ao usuário e já causou a falência de três grupos dos nove que ganharam o direito de explorar as linhas. Na época, os vencedores da licitação pagaram de R$ 7 milhões a R$ 20 milhões para operar o sistema em substituição às vans irregulares. Três deles ainda não conseguiram quitar totalmente a dívida com o governo. O sindicato da categoria sustenta que o desequilíbrio financeiro é grave e, se a forma de remuneração for mantida, eles terão de encerrar as atividades em dezembro porque não conseguirão renovar a frota –  uma exigência do contrato para continuar rodando.

Se isso acontecer, o transporte de 350 mil a 400 mil passageiros de diferentes áreas do Distrito Federal ficará ameaçado. Isso representa cerca de 27% dos usuários de ônibus, segundo a categoria. Desde que começaram a operar, as cooperativas nunca tiveram reajuste da tarifa fixada em R$ 1,50 (leia Memória). E, diferentemente das cinco empresas convencionais, elas não recebem subsídio do governo. Esse repasse do Estado é chamado tarifa técnica –  um valor pago pelo GDF para complementar o real custo da passagem (leia quadro). Atualmente, seis cooperativas de ônibus circulam pelas ruas do DF e atendem 109 linhas. Ao todo, são 350 micro-ônibus, além de 160 veículos convencionais.

Presidente da Cooperativa Brasiliense de Transportes Autônomos, Escolares e de Turismo (Coobrataete), Evis Peres relata que as cooperativas começaram a "ficar ruins das pernas" logo no início da operação. A previsão era de que a passagem seria de R$ 2. Mas o governo fixou o valor em R$ 1,50 e, logo em seguida, baixou para R$ 1 – o que ficou conhecido como tarifa social. "No edital de licitação e no contrato, não está especificada a forma de remuneração. Há uma cláusula que diz que as cooperativas precisam ter equilíbrio econômico e financeiro, mas ela nunca foi cumprida", lamenta Peres.

Ainda de acordo com Peres, no ano passado as cooperativas obtiveram do Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans), um parecer favorável ao pagamento da tarifa técnica para compensar as perdas. "Até sugerimos que o valor adotado fosse o menor pago às concessionárias, de R$ 3,19. Mas isso nunca avançou", reclama. Há cerca de uma semana, a MCS, responsável pelo atendimento aos moradores do Recanto das Emas, Guará e Estrutural, parou de rodar. No lugar dela, o governo autorizou a operação pelas empresas Marechal e Urbi de forma emergencial. A reportagem tentou entrevistar os responsáveis, mas eles não quiseram falar.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Começa ser elaborada nova malha de ônibus de Brasilia

16/06/2015 - ASCOM/SEMOB

Começa ser elaborada nova malha de ônibus de Brasilia
Começa ser elaborada nova malha de ônibus de Brasilia
Foto: GeilsonLima/SEMOB

(Brasília, 16/6/2015) - Em reunião na tarde desta terça-feira (16) o secretário de Mobilidade, Carlos Tomé, o diretor geral do DFTrans, Clóvis Barbará e concessionários do sistema de transporte público coletivo do DF começaram a traçar a nova malha de ônibus de Brasília.

O Distrito Federal tem mais de mil linhas - número superior ao da cidade de São Paulo - e o objetivo da otimização é reduzir esse número , aumentando a eficiência, concentrando algumas linhas e, consequentemente, diminuir o tempo de espera dos passageiros. Os donos de empresas se mostraram colaborativos. São eles que vão apresentar esse planejamento, já que a delegação é por bacia, e caberá ao DFTrans analisar, avaliar e homologar as redes propostas pelos donos de empresa.

Já ficaram acertadas outras reuniões para elaboração da nova malha, que será implantada de forma gradual, e com ampla divulgação. Para Tomé, o importante é não prejudicar a rotina dos moradores: "Estamos reforçando essa parceria com as empresas de ônibus para trabalharmos juntos e de forma organizada. Nosso objetivo é melhorar a qualidade de vida de quem depende do transporte público."


segunda-feira, 15 de junho de 2015

A grande farsa

15/06/2015 - Correio Braziliense

EDITORIAL

A greve dos rodoviários em Brasília é uma guerra sem mocinhos ou bandidos. A cada paralisação, fica claro que trabalhadores e patrões estão do mesmo lado e usam a população como refém para fazer o Estado abrir os cofres. Nossas autoridades assistem às paralisações com uma revoltante indiferença, governo após governo, independentemente da ideologia de plantão no comando do Palácio do Buriti.

É impressionante a falta de ação do poder público nas greves dos rodoviários. Milhares de brasilienses ficam impedidos de se locomover e sofrem nos pontos de ônibus e nas rodoviárias à espera de qualquer veículo que possa levá-los ao trabalho.

Acabam se submetendo à ação inescrupulosa dos piratas, cada vez mais organizados e bem informados. E como toda atividade fora da lei, a pirataria cobra o que quer, agindo somente onde há lucro, sem ser incomodada pelos fiscais ou pela polícia.

Mesmo com o anúncio antecipado das greves, como a ocorrida na semana passada, não há um plano alternativo do governo para garantir o mínimo de transporte para a população. Aumentar o número de viagens do metrô e liberar as faixas exclusivas para os carros foram as poucas providências anunciadas.  O novíssimo BRT também ficou paralisado, mesmo sendo possível uma intervenção para manter alguns veículos trafegando.

A atuação do Ministério Público e da Justiça é lenta. As ameaças de multas e punições são ignoradas, provavelmente porque nunca ninguém é penalizado. Diante de tanta letargia das autoridades, resta ao brasiliense esperar o desenrolar das negociações e pagar caro aos piratas.

O transporte público é uma concessão do Estado e o governo tem obrigação de participar das conversas entre trabalhadores e empresas, cobrando com rigidez os compromissos assumidos pelas partes. O brasiliense já se submete a um péssimo serviço de ônibus e metrô e, nos últimos anos, vem sofrendo com greves e paralisações relâmpago cada vez mais frequentes. Os altos impostos e tarifas pagos pela população precisam ser retribuídos pelo governo: além da qualidade nos serviços públicos, é necessário mais ação e planejamento em situações como essa.

terça-feira, 9 de junho de 2015

Secretário de Transportes do DF reconhece problemas do setor: solução vai demorar

09/06/2015 - Fato Online

A greve dos rodoviários, iniciada nesta segunda-feira, é apenas a cereja no bolo de problemas de quem utiliza o transporte público no Distrito Federal. Após longo tempo de abandono da mobilidade pelo poder público, é um exercício diário de paciência enfrentar ônibus lotados e demorados, linhas mal distribuídas e falta de informação sobre horário e rotas. Para piorar, a separação das linhas em bacias e a renovação da frota de ônibus, feitas na gestão passada, estão sob suspeita.

Em meio a tropeços, alguns passos foram dados no sentido de melhorar a operação dos ônibus na gestão passada. Mas ainda assim, o plano ficou no meio do caminho. A renovação da frota, por exemplo, teria sido uma mudança positiva - excetuando-se as suspeitas de irregularidades -, caso se concretizasse o segundo passo: a racionalização das linhas.

Os novos ônibus são mais confortáveis e inteligentes, e permitiriam uma gestão mais eficaz do transporte, como acompanhar em tempo real horário de chegada e partida dos veículos e eliminar linhas de ônibus repetidas ou concorrentes com o Metrô, por exemplo.

O problema é que o governo nem sequer sabia ao certo quais eram a linhas que rodavam no DF. Sem essa informação, não era possível organizar as linhas, fiscalizar as operadoras e nem distribuir os horários e rotas para os usuários. Como o plano previa a otimização na distribuição das linhas, o número de ônibus foi reduzido. Mas a racionalização não veio e o sistema acabou piorando, porque há menos ônibus, para as mesmas linhas.

"Essa racionalização é urgente. Caso contrário haverá pressão popular para se adquirir mais ônibus. E aí voltaremos ao ciclo que não resolve nada", explica o especialista em transporte público do DF e professor da Universidade de Brasília, Paulo César Marques.

O professor avalia que, do jeito que a licitação foi feita, e sem a possibilidade de se fiscalizar as empresas propriamente, já que não havia informações completas sobre as linhas e o número de passageiros, os operadores acabam atendendo de maneira precária, no sentido de reduzir seus custos. E aí quem sofre é o passageiro.

A copeira Regina Cardoso, de 43 anos, perde quatro horas diárias no ônibus e paga R$ 12 reais de passagem para poder trabalhar. Ela mora em Sobradinho e trabalha no Lago Sul. Sem uma integração que funcione, ela precisa gastar mais dinheiro e tempo que o necessário. "O ônibus demora para chegar e passa longe da minha casa. Ainda tenho que caminhar no escuro", conta.

A vida de dona Regina só deve melhorar a partir do ano que vem. Segundo o secretário de Mobilidade, Carlos Tomé, o governo só conseguiu reunir as informações completas sobre as linhas que rodam no DF agora. "Essa informação não existia. Conseguimos consolidar só agora e está em fase final de validação junto às empresas que operam", disse.

O secretário afirma que, em dois meses, a população terá acesso a essas informações. Na edição do programa Brasília de Perto que vai ao ar na próxima segunda-feira (15), Tomé fala de como essas informações podem ser propagadas por aplicativos para celular utilizadas em larga escala pela população.

Sobre a melhor distribuição das linhas, Tomé diz que é parte do plano, mas ainda levará tempo. "A racionalização não é simples. Envolve cálculos de engenharia e análise crítica, que, agora, com as informações disponíveis, será possível de fazer. Mas também não é fácil de implantar. Existem linhas muito antigas, às quais as pessoas estão acostumadas. Não queremos fazer uma mudança desastrada, como a que aconteceu com o BRT, no fim do ano passado", disse.

O bilhete único, promessa de campanha de Rollemberg, depende de todo esse rearranjo operacional. "Este ano não sai, mas será possível implantar até o final do ano que vem", completa Tomé.

Além de depender da nova distribuição de linhas, o bilhete único ainda precisa vencer uma etapa politicamente mais complicada: a mudança no sistema de remuneração das empresas operadoras. "O bilhete único é operacionalmente simples de implantar, mas potencialmente muito caro para o governo", diz Tomé.

Depois da licitação realizada pela gestão passada para renovar a frota, o subsídio do governo às empresas de ônibus pulou de R$ 40 milhões por ano para R$ 120 milhões - fato que está sendo investigado na CPI do Transporte, na Câmara Legislativa do DF. Isso aconteceu porque a proposta vencedora correspondia a uma malha racionalizada, que nunca foi implantada.

"O DFTrans não tinha segurança nem para dizer quantos passageiros o sistema transportava por mês. Estamos consolidando essas informações para refazer os cálculos de remuneração. Não temos como precisar o quanto a tarifa que o governo subsidia por passageiro cresceu", argumenta Tomé.

Ainda é preciso dar um terceiro passo: modernizar o arranjo institucional da estrutura que gere a mobilidade no DF. Mudanças como a extinção do DFTrans e a criação de uma agência reguladora estão em discussão no governo. Mas isso "não precisa ser para ontem. A parte operacional é mais emergencial", diz o secretário. 

segunda-feira, 25 de maio de 2015

PF realiza busca e apreensão na casa do ex-dono da Vasp

22/05/2015 - O Estado de S.Paulo

Wagner Canhedo Filho seria o chefe de um grupo de empresários que teriam constituído empresas de fachada; objetivo era movimentar livremente recursos da ordem de R$ 875 milhões

ERICH DECAT

(Texto atualizado às 16h20, para correção de informações)

BRASÍLIA – A Polícia Federal deflagrou na manhã desta sexta-feira a operação Patriota com o objetivo de apurar um esquema de fraude à execução fiscal, lavagem de capitais, formação de quadrilha e falsidade ideológica realizada por gestores de um grupo empresarial comandado por Wagner Canhedo Filho, ex-dono da Vasp.

Segundo o Estado apurou, agente federais cumpriram mandado de busca e apreensão na residência de Canhedo Filho, em Brasília. No local, foram encontradas armamento sem documentação, o que poderá levar à prisão, em flagrante, do empresário por porte ilegal de armas. Ao todo, foram cumpridos 29 mandados judiciais, sendo 18 de busca e apreensão e 11 de condução coercitiva.

As investigações, iniciadas em meados de 2014, revelam que os gestores do grupo empresarial comando por Canhedo Filho constituíam empresas de fachada, em nome de "testas de ferro", o que possibilitava movimentar livremente os recursos que deveriam saldar suas dívidas, dentre as quais as tributárias, que somam aproximadamente R$ 875 milhões.

Após escândalos, Vasp decretou falência em 2008

ESTADÂO ACERVO

O empresário Wagner Canhedo foi o protagonista da nebulosa venda Vasp em 1990. O consórcio Voe-Canhedo foi o único participante do leilão realizado em 4 de setembro de 1990. O grupo Aeropart, formado por funcionários da empresa e Wagner Canhedo, adquiriu 60% das ações por US$ 43 milhões, equivalente a 10% do valor da empresa.

A polêmica da compra começou já no mês de setembro, quando o empresário conseguiu vantagens exclusivas para rolar a dívida da Vasp. O Banco do Brasil concedeu três empréstimos a diferentes empresas de Canhedo totalizando mais de Cr$ 1 bilhão.Em seguida, a Vasp já privatizada, conseguiu refinanciar a dívida de US$ 276 milhões em condições de empresas estatais. Com os benefícios da dívida rolada e com o dinheiro dos empréstimos, Canhedo colocaria na sua nova empresa, Cr$ 2,9 bilhões.

Em maio 1992, foi instalada a CPI da Vasp, e se revelou os bastidores e o jogo político que deu suporte a Canhedo para comprar a empresa. A comissão provou que as empresas de Canhedo receberam dinheiro no período do leilão. Um dos depósitos veio do amigo PC Farias, o ex-tesoureiro de Fernando Collor. Ele fizera um depósito Cr$ 250 milhões, de através de sua empresa da EPC, para outra de Canhedo.

Durante a CPI também foi descoberto que o governador de São Paulo, Orestes Quércia, aceitou os bens de Canhedo superavaliados para serem usados como contrapartida da compra. O laudo de 600 páginas sobre os bens do empresário foi aprovado em apenas um dia. A Vasp decretou falência em 2008.

Paralisia nas obras de mobilidade urbana é reflexo do pouco INVESTIMENTO

25/05/2015 - Correio Braziliense

O governo prepara um amplo pacote de concessões para obras em ferrovias, rodovias, portos e aeroportos a ser anunciado no início de junho. Também celebrou o cheque de US$ 53,3 bilhões recebido dos chineses na semana que passou, com o compromisso de que os recursos serão investidos na melhoria da infraestrutura brasileira. No entanto, o Executivo terá que vencer a própria inércia se quiser apresentar resultados. Levantamento feito pelo Correio com o auxílio da organização não governamental Contas Abertas mostra que as gestões petistas são péssimas na hora de INVESTIR em mobilidade urbana.

A promessa de que as concessões serão a solução para reverter a crise econômica e tirar o país da paralisia contrasta com declarações da presidente Dilma Rousseff, que, há pouco menos de dois anos, disse que promoveria uma revolução na mobilidade, como resposta às manifestações populares que estremeceram os governantes estaduais, municipais e a gestão federal. No calor da pressão, ela anunciou a liberação de R$ 50 bilhões para obras em estados e municípios. No fim de 2014, alegando que faltavam projetos, a então ministra do Planejamento, Miriam Belchior, declarou que a demanda de governadores e prefeitos chegou a R$ 84 bilhões, mas apenas pouco mais de R$ 13,4 bilhões foram disponibilizados para 23 empreendimentos. Esse valor não incluiu os R$ 11,4 bilhões previstos para obras de mobilidade entre 2002 e 2014. Desse último valor, apenas R$ 2,9 bilhões (25,4%) foram efetivamente pagos.

Passados dois anos, descobriu-se que a realidade não era bem assim, pois faltaram projetos de engenharia e de viabilidade em número suficiente para usar todo esse dinheiro. Além disso, na hora de executar esses projetos de infraestrutura, os problemas apareceram, pois faltaram engenheiros, arquitetos e analistas para auxiliar tudo isso, afirmou Jerson Carneiro, professor de direito administrativo e gestão do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec-RJ). O Brasil tem 5.564 municípios, não há corpo técnico e estrutura para fiscalizar todos, completou especialista, que também é advogado nas áreas de direito administrativo e infraestrutura.

Problemas

Para Jerson, a presidente Dilma demostrou não estar bem informada sobre as possibilidades e os problemas para os INVESTIMENTOS na área de mobilidade. Ele torce para que o mesmo erro não seja cometido agora, com o dinheiro dos chineses. Espero que esses bilhões de reais não sejam apenas um número bonito declamado na tevê com o propósito de render boas manchetes, pois já temos muito dinheiro disponível com uma execução medíocre, completou o professor.

Na opinião do senador Romero Jucá (PMDB-RR), as obras estruturantes no país só sairão, de fato, do papel no dia em que o governo conseguir agilizar todos os trâmites processuais que emperram os projetos. É preciso simplificar os processos de licitação, contratação e emissão das licenças para que as obras sejam iniciadas, defende o senador peemedebista. Ele lembra, ainda, que as práticas adotadas em um passado recente, como a aprovação de sucessivos aditivos para recompor valores defasados de obras, não serão mais empregados. Com os escândalos de corrupção na Petrobras, nenhum servidor vai ter coragem de aprovar um aditivo, ressaltou Jucá.

Outro mistério ocorreu em relação às obras da Copa do Mundo. De acordo com a ONG Contas Abertas, em 2011, o Portal da Transparência da Controladoria-Geral da União (CGU) previa que o governo pretendia INVESTIR R$ 12 bilhões. A mesma consulta feita hoje mostra uma previsão orçamentária de R$ 8,7 bilhões. Desse montante, R$ 6,8 bilhões foram contratados, e apenas R$ 3,8 bilhões, efetivamente, executados. Muitas dessas obras, especialmente no caso dos aeroportos, foram construídas pelo regime de concessão com a iniciativa privada. Essas parcerias, daqui por diante, adotarão o regime de outorga. Depois de construídas, passarão para a iniciativa privada administrar, disse o líder do governo no Senado, Delcídio Amaral (PT-MS).

Para o senador petista, os INVESTIMENTOS que serão feitos pelos chineses diferem um pouco dos gargalos da mobilidade urbana brasileira. Eles serão bastante rigorosos na fiscalização quanto à aplicação dos recursos. Eles querem obras de infraestrutura para escoar a nossa produção de commodities e grãos para eles, disse Delcídio. Quanto às obras internas que jamais deixam de ser meros projetos ou protocolos de boas intenções, o líder governista disse que só há uma saída: colocar na mesma mesa o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (Iphan), a Fundação Nacional do Índio (Funai) e outros órgãos controladores para acompanhar todas as fases do processo.