quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Ônibus executivo do Sudoeste dá prejuízo há 1 ano

21/01/2014 - Jornal Metro Brasília
Lançada há um ano, a linha executiva que liga o Sudoeste à Esplanada dos Ministérios com modernos e confortáveis micro-ônibus não conseguiu conquistar o número esperado de passageiros e faz com que os cofres públicos tenham de arcar mensalmente com prejuízos, já que o serviço é operado pela empresa pública TCB.

O presidente da empresa, Carlos Alberto Koch, diz que o tamanho do rombo ainda não foi calculado, mas admite que, apenas para cobrir os custos da operação seria necessário pelo menos dobrar o número de passageiros.

Hoje são entre 300 e 400 por semana, número bem diferente dos 1.400 clientes diários que o governo previu ao lançar o serviço. Os cinco veículos, comprados por R$ 1 milhão, saem do terminal do Cruzeiro a cada 15 minutos e têm capacidade para até 26 pessoas em poltronas acolchoadas e servidas por ar condicionado.

"O ônibus é bom e passa na hora. Isso faz a diferença", avalia a estudante de direito Helena Magalhães, 25, que utiliza o transporte para ir ao estágio, na Esplanada. "Mas o custo pesa. Mais no fim do mês eu migro de volta ao coletivo normal", completa.

A linha executiva cobra R$ 5 dos usuários, contra R$ 2 do serviço tradicional. E não entrega todos os mimos prometidos. Quem quiser utilizar a internet sem fio, por exemplo, precisa se planejar para pegar o veículo que deixa o ponto inicial nos horários terminados com 45, o único em que o serviço está operando. "A ideia de uma linha executiva é boa, mas falta muita coisa. Devia ter, por exemplo, uma linha que deixasse nos tribunais que ficam atrás da Esplanada", sugere a servidora Ana Luiza Anahi, 35, que usa o serviço de duas a três vezes por semana. "Se não tenho reunião muito cedo ou até tarde, vou de ônibus. O trânsito é uma fonte de estresse de que eu gosto de abrir mão."

Presidente da TCB não quer abandonar a ideia

O que deu errado?

Faltou a atenção necessária. As assunções do Grupo Amaral (em fevereiro) e Canhedo (em dezembro) se tornaram nossas prioridades pela complexidade e isso atrapalhou outros projetos nossos.

O que fazer para aumentar o interesse?

Precisamos divulgar melhor e ampliar os itinerários para a Octogonal, por exemplo. Mas não podemos deixar de considerar o que fizemos um avanço. Muitas dessas pessoas desistiram do carro pelo transporte público.

Ampliação do serviço está congelada

Antes da linha executiva do Sudoeste, a TCB havia lançado, em abril de 2011, um serviço que circula, das 6h30 à meia-noite, entre o Aeroporto JK e os setores hoteleiros Sul e Norte, cobrando R$ 8 de passagem.

"O sucesso dessa linha nos motivou a ampliar o serviço. Uma ideia na qual ainda acredito. Há muito o que se explorar em termos de transporte executivo no DF", defende o presidente da TCB.

O lançamento de novas linhas para atender localidades como Águas Claras e os lagos Sul e Norte, porém, seguem sendo só planos, sem data prevista para saírem do papel.

No caso da linha do aeroporto, porém, o clima é de otimismo e a ideia é ampliar a oferta, já que o Consórcio Inframérica, que administra o terminal, prevê o crescimento da capacidade de 16 milhões para 41 milhões de passageiros nos próximos anos. Hoje a linha transporta 18 mil passageiros por mês no terminal.

Fonte: Jornal Metro Brasília

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

DF: Degraus incomodam passageiros

09/01/2014 - Jornal Alô Brasília

Os novos modelos dos "zebrinhas", que passaram a integrar o Sistema de Transporte Público do Distrito Federal, em dezembro de 2013, tem causado transtornos aos passageiros, devido a distância para subir nos degraus, que é diferente dos demais coletivos do DF. Segundo diversos passageiros a elevação dos degraus em relação ao chão já ocasionou quedas, constrangimento e até mesmo dor nas pernas.

A equipe do Alô Brasília embarcou em um dos ônibus e o que não faltou foram reclamações. A passageira Evânia Prado conta que teve dificuldade ao subir em um dos coletivos por estar de salto alto. A poucas poltronas de distância, Nathália Carmo passou ainda por outra situação embaraçosa. "A abertura que você faz ao subir é muito grande e, como eu estava de saia, me senti muito constrangida quando percebi que o motorista estava olhando."

De acordo com o gerente de vistorias do Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans), Cléber Carvalho, as zebrinhas anteriores atendiam as normas de 1997 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Na época, determinava-se que a distância entre os degraus e o solo deveria ter 37 cm, com máxima variação de 5%, o que resulta em altura máxima de 38,85 cm.

Os novos carros, contudo, obedecem ao regulamento atualizado, que data de 2009. Segundo este, a distância passou a ser de 50 cm. Apesar de respeitar as normas da ABNT, Carvalho afirma que o DFTrans buscará soluções para amenizar o problema. "O DFTrans se sensibilizou com a questão, e vai conversar com o fabricante para procurar fazer um ajuste fino na operação, trazendo mais conforto aos passageiros", explica Carvalho.

Fonte: Jornal Alô Brasília


Rafael Martins às 00:15
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DF: Inaugurado viaduto no Caub I.Obra faz parte do Expresso DF

08/01/2014 - Agência Brasília

Foi inaugurado hoje o viaduto que dá acesso ao Caub I, por onde passam 60 mil veículos diariamente. A obra também servirá de retorno entre o Gama e a comunidade e faz parte do sistema de obras para o Expresso-DF Sul.

"O viaduto ajuda a organizar o trânsito, dá mais segurança e é mais um passo importante no sistema BRT Sul. O fundamental é estabelecer 42 km de via expressa sem qualquer tipo de cruzamento", disse o governador em exercício, Tadeu Filippelli.

O viaduto começou a ser construído em dezembro de 2011. As obras completas do Expresso-DF Sul estão sendo executadas pelo DER e pelo Consórcio BRT-SUL, orçadas em R$ 530 milhões.

A construção do Expresso-DF gera cerca de dois mil empregos por ano, e a expectativa é que, quando pronto, ele reduza o tempo de viagem do Gama e Santa Maria até o Plano Piloto de 90 para 40 minutos.

Fonte: Agência Brasília