domingo, 27 de outubro de 2013

EPTG - Uma cara exclusividade

27/10/2013 - clicabrasilia.com.br

As faixas exclusivas para ônibus da Estrada Parque Guará-Taguatinga (EPTG) estão praticamente inoperantes. O cancelamento da integração dos coletivos deixou os 12,6 quilômetros dos corredores ainda mais vazios, pois os ônibus precisam circular pelas marginais. Além disso, ao contrário da promessa anunciada pelo governo, a nova frota não está adaptada à ideia, e as portas continuam do lado direito.

Sem entender o que aconteceu durante o processo, 500 mil motoristas e passageiros ainda sofrem diariamente com os antigos e longos congestionamentos nos horários de pico. Muitos chegam até a invadir as vias, permitidas somente para transporte público, escolares e táxis autorizados. Para boa parte deles, o sistema é um fracasso e a solução para os engarrafamentos estaria ali, nos espaços pouco utilizados da rodovia.

"A gente tem a sensação de que o dinheiro público foi mal investido. Foi colocado em prol de uma coisa que não funciona como deveria. Já que isso acontece, por que não deixar os carros trafegarem nos corredores durante os horários de pico? Diante do quadro, seria o mais correto para toda a população", questiona a engenheira Ana Bárbara Alves, 31 anos. Moradora de Águas Claras, ela enfrenta congestionamentos na via todos os dias.

Sem alterações

Porém, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), responsável pela via pela qual passam diariamente meio milhão de pessoas, é contundente quando questionado sobre a possibilidade de abrir os corredores em horários de pico. A resposta é curta: "Não". O órgão informou ainda que até o fechamento do balanço de outubro foram registradas mais de 112 mil multas, referentes às faixas exclusivas da EPTG e Estrada Parque Núcleo Bandeirante (EPNB), que também é administrada pelo DER.

Corredor deveria ser liberado

O posicionamento do DER, contudo, é criticado pelo pesquisador da área de transportes Carlos Penna. Para ele, já que o governo não investiu em metrô e optou por colocar novos ônibus rodando nas ruas, o problema dos congestionamentos diários da EPTG só seria resolvido parcialmente caso os corredores fossem abertos aos carros de passeio em determinados horários. "A quantidade de gente que transita pela via só poderia chegar e sair do Plano Piloto sem enfrentar dificuldades por meio de trens. Como isso não aconteceu, as faixas poderiam, sim, ter utilidade maior agora", avalia.

Faltou planejamento para dar certo

Para o pesquisador da área de transportes Carlos Penna, a exclusividade das faixas para ônibus que não possuem portas adequadas é totalmente sem sentido. "Quando o governo faz corredores e diz que só circulares vão rodar ali, ele tem que fazer uma licitação pensando nisso. Ninguém soube ou sabe dizer o que aconteceu", constata. O analista lembra, ainda, que pela via passam, diariamente, moradores do Guará, de Taguatinga, de Águas Claras, de Ceilândia, de Samambaia e de Brazlândia.

Moradores desses locais confessam sempre pensar na possibilidade de liberar a via para todos os carros, já que alguns levam até mais de uma hora para chegar ao trabalho e, depois, em casa. "Até o momento, essas faixas são um desperdício de verba pública. Todos os dias a gente enfrenta o trânsito engarrafado e elas ficam ali, praticamente sem uso. A ideia de abri-las, nesses horários, talvez pudesse diminuir um pouco do tempo gasto", observa o militar Luciano Silva, 35 anos, morador de Samambaia.

Não pode deixar parado

Assim como ele, a aposentada Tereza Veiga, 66 anos, moradora do Guará Park, diz acreditar que todo o planejamento para as faixas exclusivas foi mal elaborado e, por isso, deve ter, agora, utilidade para a população. "Vai deixar parado? Não pode. Se fizerem um programa anunciando, explicando bem como vai funcionar o esquema, tenha certeza de que os moradores do Distrito Federal ficariam gratos", ressalta.

Cadê os ônibus?

Ao anunciar a inauguração das novas faixas, o diretor da autarquia Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans), Marco Antônio Campanella, apontava para a economia de tempo aos passageiros dos semiexpressos em, pelo menos, 15 minutos, beneficiando 100 mil usuários do transporte público. Inicialmente, 80 dos 400 circulares que trafegam pela EPTG (20%) iriam operar nas linhas exclusivas.

Mas hoje não se sabe ao certo quantos passam por ali. "O interessante seria disponibilizar, de fato, os veículos adaptados para isso. Porque os passageiros ficam todos nas paradas das laterais, ninguém fica ali", provoca o empresário Daniel Fabiano, 35 anos.

Multas

O DER mantém o registro de todos os ônibus, táxis e vans escolares autorizados a utilizar as faixas. Caso veículos particulares de pequeno porte invadam a área privativa, segundo o órgão, são multados automaticamente, pois o sistema não reconhece as placas. Na EPTG, há 50 equipamentos eletrônicos de fiscalização (pardais), sendo 35 na via expressa e na faixa exclusiva de ônibus.

Não é solução

A ideia de liberar a circulação dos veículos de passeio nos corredores é pouco apoiada por especialistas em trânsito, que colocam a inoperância das vias como resultado da falta de planejamento e cobram: cadê os ônibus adaptados para as faixas? "Não houve uma gestão organizada no certame, porque a implementação da faixa foi feita bem antes da licitação. O governo já sabia daquilo. Como isso não foi previsto?", cobra o professor do Departamento de Engenharia Civil e Ambiental da Universidade de Brasília, Paulo César Marques. Especialista em trânsito, ele argumenta que a solução apontada por motoristas não é correta, já que aquelas vias nem existiam antes. "Se o governo abrir para uma operação provisória, dificilmente vai poder voltar atrás", alerta.

A reportagem buscou posicionamento do GDF, mas até o fechamento desta edição não teve retorno.

Fonte: Da redação do clicabrasilia.com.br

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

"Goiás está fazendo sua parte para viabilizar BRT do Entorno"

25/10/2013 - Secretaria Estadual das Cidades

O servidor público federal Marcell Alexandre de Oliveira Costa, da Secretaria de Mobilidade Urbana do Ministério das Cidades, avalia como "muito positivo" o desempenho do governo de Goiás no sentido de subsidiar o Palácio do Planalto com informações relativas ao anteprojeto do BRT que ligaria a regional administrativa de Santa Maria, no Distrito Federal, ao município goiano de Luziânia, passando por Novo Gama, Cidade Ocidental e Valparaíso.

Marcell recebeu na última terça-feira, em Brasília, o secretário de Estado das Cidades, João Balestra. Balestra levou dados adicionais do anteprojeto - mais especificamente a descrição detalhada do orçamento proposto para obra. Na opinião do servidor, a celeridade do governo de Goiás em prestar contas e responder aos questionamentos do Ministério das Cidades deve ser decisivo na postulação do BRT, que é um dos candidatos a participar do PAC da Mobilidade (cujos investimento previsto é da ordem de R$ 50 bilhões).

"Toda documentação que pedi está sendo entregue. A situação está caminhando bem. Me parece que o governo de Goiás está fazendo o seu dever de casa e avançando na parte técnica", afirmou Marcell. "Estamos na fase de detalhar tudo, porque na hora de fazer a seleção dos projetos, a ministra Miriam [Miriam Belchior, Planejamento] vai querer esmiuçar essas propostas todas ao extremo. Quem se organizar melhor vai sair na frente".

Balestra informou ao assessor do Ministério das Cidades que estão avançadas as diligências com o Departamento Nacional de Infraestrutura (Dnit), órgão responsável por administrar a BR-040 (por onde passaria o BRT) e com o Ibama (para liberação das licenças ambientais). No caso do Ibama, o próprio secretário esteve no Instituto e pediu ao presidente que outorgasse à Secretaria de Meio Ambiente de Goiás (Semarh) a análise do impacto ambiental da obra. Ele explicou que o governo do Estado tem condições de cumprir esse expediente com maior rapidez que o governo federal e teve o pleito atendido.

A seleção dos projetos do PAC Mobilidade pode acontecer a qualquer momento. Depende de uma decisão pessoal da presidente Dilma Rousseff, que haverá de levar também aspectos políticos em consideração antes de analisar os eleitos para participar do pacote. Para São Paulo, por exemplo, Dilma já anunciou R$ 8 bilhões em investimentos. Ela esteve também em Minas Gerais. O BRT Luziânia-Santa Maria tem boas chances de se viabilizar porque seria a extensão de uma outra obra já em andamento: o Expresso DF (financiado pela União), que até a Copa do Mundo vai ligar o Plano Piloto a Santa Maria. O governo federal também cadastrou outros dois candidatos: o VLT de Goiânia e o BRT Águas Lindas-Ceilândia.

João Balestra afirma que seria injusto com os trabalhadores do Entorno do Distrito Federal, onde vivem aproximadamente 700 mil pessoas, construir um modal moderno como o BRT até Santa Maria e deixar a população goiana desassistida. Caso a obra seja aprovada, ela vai atender a uma demanda de 147.700 usuários - segundo estudos do governo de Goiás.

Fonte: Secretaria Estadual das Cidades

Balestra acerta detalhes do BRT do Entorno com ANTT

25/10/2013 - Secretaria Estadual das Cidades

O secretário de Estado das Cidades, João Balestra, reuniu-se com o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Jorge Luiz Bastos, e acertou com ele os últimos detalhes do anteprojeto do BRT do Entorno, que tem boas chances de ser eleito um dos projetos financiados pelo PAC da Mobilidade. A reunião ocorreu na sede da ANTT. Participaram a prefeita de Cidade Ocidental, Giselle Araújo (PTB), vereadores dos municípios contemplados pela obra e os deputados federais Pedro Chaves (PMDB) e Flávia Morais (PDT), que organizou a audiência.

Na ANTT, a principal questão levantada foi a construção do BRT em uma rodovia cuja concessão está prestes a ser entregue pelo governo federal à iniciativa privada - a BR-040. O secretário estadual das Cidades, João Balestra, disse que o governo de Goiás está qualificado para executar o projeto em toda a sua extensão dentro do território goiano, e que será necessário apenas estabelecer este entendimento com o futuro concessionário. "Nós não mediremos esforços para tornar esse BRT realidade. Estamos dedicando os nossos melhores esforços para fazer a lição de casa. Garantimos que, da nossa parte, tudo será feito".

A superintendente de Serviços de Transportes de Passageiros da ANTT, Sônia Rodrigues Haddad, disponibilizou o órgão a realizar estudos paralelos sobre os ramais alimentadores do BRT do Entorno, que haverão de ligar os diversos bairros dos municípios de Novo Gama, Valparaíso, Cidade Ocidental e Luziânia à linha por onde passa o modal. Sônia alertou também para necessidade de se estudar outras medidas para melhorar o tráfego na região. "O BRT é muito importante, mas não resolverá o problema do Entorno por si só".

A superintendente aposta que o projeto estará entre os escolhidos pela presidente Dilma Rousseff para receber recursos do PAC Mobilidade. "É necessário que o governo comece a qualificar as prefeituras para fazer os seus projetos de mobilidade para que o problema seja verdadeiramente amenizado. A proposta do eixo [BRT do Entorno] está caminhando. O pessoal do PAC já assimilou isso e abraçou a ideia", declarou.

A deputada Flávia Morais pediu que governo federal e estadual mantenham o diálogo estreito para que o BRT saia, de fato, do papel e a prefeita de Cidade Ocidental, Giselle Araújo (PTB), reforçou o voto de confiança da região no trabalho conjunto entre as esferas administrativas para sanar o drama do transporte coletivo na região. "A nossa população não aguenta mais ônibus quebrado que chega atrasado todo dia no serviço. A gente sonha com esse BRT há muito tempo".

Fonte: Secretaria Estadual das Cidades

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Entenda como funciona um sistema integrado tronco-alimentado e o atual serviço de linhas diretas

30/01/2013 - Blog Rede Integrada

Por Rafael Martins

E o sistema de transporte coletivo vai passar por grandes mudanças advento da licitação do setor. Faltando ainda licitar 3 bacias, o GDF começou a implantar, em fase de testes, a integração temporal na região de maior demanda do DF: O Eixo Oeste, que compreende Ceilândia e Taguatinga.

Além da integração temporal, está sendo implantado o sistema tronco-alimentado de transporte, em que as linhas circulares (alimentadoras) de Ceilândia e Taguatinga Norte/Sul vão até Taguatinga Centro (ponto de integração) e de lá o passageiro pega as linhas de ligação (troncais) até o Plano Piloto, sem pagar uma segunda tarifa no segundo embarque. Os pontos de ônibus de Taguatinga Centro, em tese, deixam de ser pontos de embarque/desembarque e passam a ser estações de conexão. [Mais detalhes, adiante no texto]

Com mais de 900 linhas em operação, a rede de transportes da capital caracteriza-se por serviços diretos das satélites para o Plano Piloto. Estas linhas que convergem para o centro, são chamadas de radiais. Apesar de serem mais rápidos na ótica do usuário, os serviços diretos causam uma sobreposição de itinerários. Isto significa que apesar de [o ônibus] sair de diferentes localidades nas satélites, as linhas utilizam o mesmo sistema viário a caminho do mesmo destino, o Plano Piloto. É visível e evidente o congestionamento de ônibus em vias como a W3 e a própria Rodoviária do Plano Piloto nos horários de pico. Além disso, os serviços diretos acarretam na baixa produtividade do sistema de transporte, falta de integração operacional e tarifária além de elevados intervalos entre as viagens, principalmente nos entrepicos.

Outro fator negativo dos serviços diretos é a ociosidade da frota. Segundo dados e relatórios do PDTU (Plano Diretor de Transporte Urbano e Mobilidade do Distrito Federal e Entorno), "a demanda diária se distribui de forma irregular ao longo do dia, com elevadas concentrações no período das 06h00min às 08h30min e das 17h00min às 19h00min, que são considerados os horários de pico. Fora destes horários e, principalmente das 08h30min às 17h00min, considerado horários de entre picos, a demanda cai significativamente, obrigando praticamente a paralisação de cerca de 40% da frota operante área central de Brasília, onde se concentram 66% dos empregos. Centenas de veículos de todas as empresas operadoras ficam estacionados junto ao Estádio Mané Garrincha e no Centro Olímpico de Brasília das 08h40min às 16h40min, aguardando o pico da tarde para retornar à operação. Essa ociosidade dos equipamentos durante parte do dia é uma das causas do alto valor da tarifa, uma vez que, o custo total do serviço, incluindo custos de capital, é rateado pelo número de passageiros pagantes".

O Sistema Integrado de Transporte do Distrito Federal tem como conceito básico um modelo físico-operacional tronco-alimentado, com integração tarifária aberta de validade temporal (duas horas). A implantação de sistemas integrados, conforme explica o Guia do Plano de Mobilidade do Ministério das Cidades (PlanMob), traz benefícios à rede de transporte coletivo, ampliando a mobilidade e a acessibilidade dos usuários e otimiza as redes com:

- Racionalização do uso do sistema viário nos corredores de tráfego, na área central e em sub-centros;

- Possibilidade de uso de veículos de maior capacidade, reduzindo a frota em circulação e, conseqüentemente, os custos operacionais, a emissão de poluentes e solicitação do sistema viário;

- Redução do número de linhas em circulação nas áreas de tráfego congestionado, com reflexo na quantidade de veículos que demandam os pontos de parada em percurso ou nos terminais de retorno;

- Redução da ociosidade da frota operando em linhas sobrepostas, com reflexo nos custos da operação;

- Melhor articulação da rede de transporte coletivo, oferecendo mais opções de viagens para os usuários pela possibilidade de integração entre duas ou mais linhas, em estações de integração e pontos de conexão;

- Melhor legibilidade da rede de transporte pelos usuários, pela simplificação dos atendimentos na malha viária principal e nas regiões periféricas e pela concentração das linhas em pontos notáveis.

Mas o sistema integrado de transporte tem suas desvantagens. A principal, pela ótica do usuário é chamado de transbordo compulsório, ou seja, um transbordo forçado em que o passageiro é obrigado a desembarcar em determinado ponto (pode ser uma estação de conexão ou terminal de integração) para poder embarcar no segundo ônibus e seguir até seu destino, claro sem pagar uma segunda tarifa. Isto gera uma resistência dos usuários, seccionamento de linhas consolidadas e perda de tempo ou de conforto na viagem. Segundo o Guia PlanMob, estes problemas devem ser eliminados ou, pelo menos minimizados, no planejamento da rede.

Apesar do sistema de transporte do DF ser dotado de bilhetagem eletrônica, a integração temporal era até então algo inexistente. De acordo com o Guia PlanMob, antes da adoção da bilhetagem eletrônica, as integrações davam-se em grandes terminais, como a Rodoviária do Plano Piloto. O Guia esclarece que "mesmo não sendo imprescindíveis, e podendo ser simplificados e ter suas dimensões reduzidas, terminais, estações de transferência ou até pontos de parada com tratamento urbanístico adequado são equipamentos urbanos importantes de suporte aos sistemas integrados, oferecendo conforto, segurança e serviços de apoio aos usuários e aos operadores. As dimensões e características funcionais destes equipamentos urbanos de integração variam em função do tamanho das cidades, da característica da rede proposta e do modelo operacional de integração, dos volumes de oferta e de demanda, independente da adoção de sistemas de bilhetagem automática."

Em entrevista à Agência Brasil, Joaquim José Guilherme de Aragão, professor do Departamento de Engenharia Civil e Ambiental da Universidade de Brasília (UnB) e doutor em política de transporte, diz que a integração é positiva porque, além de beneficiar o usuário, "enxuga" a frota. "No Distrito Federal, por exemplo, onde hoje há 900 linhas, dá para ter 200. Brasília tem uma rede viária coesa", explica. Artur Morais, pesquisador da UnB e especialista em políticas públicas de transportes, destaca que integrar gera custos para o operador e por isso é preciso realizar pesquisas antes de implantar o sistema. "É preciso compensar. Em vez de fazer viagens muito longas, a empresa pode fazer viagens menores com maior quantidade de passageiros. Com isso, é possível reduzir as viagens deficitárias", disse.

O sistema tronco-alimentado não significa o fim das linhas diretas, sim um equilíbrio entre os serviços diretos, troncais e alimentadores. É o princípio da racionalização do sistema, que contempla também a implantação de corredores preferenciais e exclusivos, adequação da frota (tipo de ônibus) à demanda; ou seja veículos de maior capacidade nos eixos troncais, veículos normais convencionais nas demais linhas e veículos menores em áreas de baixa densidade. Com isso realiza-se um maior número de viagens e têm-se maior capilaridade do sistema.

Brasília já teve sistema integrado na década de 1980

E a capital do país já possuiu um sistema integrado de transporte coletivo. Em 2010, o Blog Rede Integrada mostrou tal fato no Especial Brasília 50 anos.

O início do sistema de integração deu-se em 1981 através da implantação de terminais fechados em Taguatinga (Taguacenter) e Sobradinho. O terminal de Taguatinga atendia inclusive a linha de Brazlândia. Em função da superlotação dos ônibus, o sistema não foi aceito pela população, sendo mais tarde desativado.

O sistema adotado na época foi inspirado nas cidades de Curitiba e Goiânia, pioneiras na implantação do sistema de integração, através de terminais fechados, no Brasil. Em tempos que nem pensava-se em bilhetagem eletrônica, um sistema de integração exigia a construção de grandes terminais de transbordo.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Meio bilhão no Expresso DF

03/07/2013 - Correio Braziliense

Os recursos para a construção do Expresso DF Eixo Oeste, linha expressa de ônibus do sistema BRT (Bus Rapid Transit), estão garantidos. O acordo entre o Governo do Distrito Federal (GDF), a Caixa Econômica Federal (CEF) e o Ministério das Cidades foi firmado ontem e prevê o aporte de R$544 milhões. A assinatura do documento define as responsabilidades de cada órgão, divididas da seguinte forma: a Caixa financia a obra e a conta é dividida entre os Executivos local e federal. Ao GDF, cabe uma contrapartida de R$ 27,2 milhões e, à administração federal, investimento de R$ 517 milhões por meio de recursos da União.

A princípio, o orçamento divulgado foi de R$ 530 milhões. A execução do projeto que vai interligar Ceilândia, Taguatinga e Plano Piloto deve começar no segundo semestre, mas ainda não há data definida. O Eixo Oeste é parte das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Mobilidade das Grandes Cidades. Serão 43km de corredores exclusivos para os Veículos Leves sobre Pneus (VLP), que saem do Setor Sol Nascente, em Ceilândia, cruzam Taguatinga e se encerram na Estrada Parque Setor de Indústrias Gráficas (EPIG). Estão previstas estações de embarque e desembarque ao longo do percurso, que será reduzido de duas horas para 40 minutos, em média. Tanto condutores quanto passageiros serão beneficiados com a redução do tempo no trânsito.

No coração de Taguatinga, haverá um túnel de 830m abaixo da Avenida Central, semelhante ao Buraco do Tatu, sob a Rodoviária do Plano Piloto. Esse recurso permite o escoamento do fluxo de carros do fim da Estrada Parque Taguatinga (EPTG) ao viaduto que dá acesso a Samambaia. As avenidas Hélio Prates e Samdu, por sua vez, vão ter os sentidos de fluxo invertidos e contrários. O final do trajeto passa pela EPIG, pelo Setor Policial Sul e desemboca na Estação Asa Sul, na W3 Sul.

Benefícios

A iniciativa deve beneficiar cerca de 1 milhão de pessoas que moram na região e se deslocam diariamente para o Plano Piloto. O governador Agnelo Queiroz lembrou, na solenidade de assinatura do financiamento, que a melhoria da mobilidade é uma reivindicação antiga. "Essa é a obra que atinge a maior população concentrada do DF. É, portanto, o maior deslocamento diário. O Eixo Oeste tem a função de melhorar a qualidade de vida das pessoas", disse.

O aprimoramento do sistema de transporte público, solicitação de várias manifestações país afora, foi lembrado pelo ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro. "O Brasil está vivendo um momento muito interessante. A população tem pautado com muita sapiência temas tão importantes", afirmou. Ele lembrou, inclusive, da complexidade do projeto do Distrito Federal e da necessidade de dividi-lo em quatro ou cinco etapas. "Se fizermos de uma só vez, o eixo de maior movimento do DF para. Isso pode gerar uma repercussão muito negativa", explicou.

Assim, ficou acordado que a construção do túnel, em Taguatinga, será a primeira fase do Eixo Oeste. A definição das outras fases ocorrerá assim que o projeto executivo for finalizado, em 9 de julho. O edital para a escolha da empresa que administrará o empreendimento deve ser lançado em agosto. Questionado sobre as ações para minimizar os transtornos que as obras trarão a motoristas e passageiros, o governador Agnelo adiantou apenas que haverá interrupção e desvio de trechos. "Nós vamos fazer de forma que as população conviva com o trabalho sem prejuízo", garantiu.

Outra data estimada é a de término do Expresso DF Eixo Sul, que atenderá Gama e Santa Maria. Inicialmente previsto para ser entregue em junho deste ano, o Eixo Sul só deve entrar em funcionamento em dezembro de 2013. O sistema metroviário deve ganhar mais 6km de linhas nos próximos meses. De acordo com a Companhia do Metropolitano do Distrito Federal, empresa que administra o serviço, Ceilândia e Samambaia terão mais 2km. O plano prevê também a abertura de 2km de caminhos subterrâneos na Asa Norte, reivindicação antiga dos usuários do sistema.

Novos ônibus chegam ao Recanto das Emas

15/07/2013 - ASCOM DFTrans

Foto: Roberto Castro/GDF

Os novos ônibus do DF chegaram, neste sábado (13), ao Recanto das Emas e o governador Agnelo Queiroz fez a segunda viagem inaugural dos veículos da empresa Expresso São José, entre a cidade e Taguatinga.

"Foi uma bela viagem e mostra o início da mudança do transporte público. Os novos ônibus têm menos ruído, tecnologia moderna e que atende plenamente ao cidadão com conforto e segurança", afirmou o governador ao desembarcar de um dos 66 novos veículos, acompanhado do vice-governador, Tadeu Filippelli.

Os novos carros rodarão em 25 linhas, que interligam as regiões de Ceilândia, Recanto das Emas, Riacho Fundo II, Taguatinga e Vicente Pires, - todas eram operacionalizadas pela própria empresa, que passará a participar da integração com o metrô e com os novos coletivos.

A renovação da frota começou a ser implementada no dia 28 de junho, quando a Estrutural recebeu 50 carros que operarão em 12 linhas.

Os moradores do Recanto das Emas foram beneficiados pelos primeiros veículos entregues porque, apesar da cidade pertencer à Bacia 3 – onde a empresa HP-ITA irá operar –,as linhas são "compartilhadas", conforme está previsto no edital que determinou as regras para a renovação da frota.

A Expresso São José, que é a primeira das empresas a entregar os veículos para renovação da frota, colocará nas ruas 576 ônibus.

CONFORTO - Os veículos da empresa são da cor dourada, semelhante à tonalidade que o grupo usa hoje, e são equipados com bancos estofados, motores menos poluentes, câmeras de segurança e telas planas.

Os carros também têm rampas e elevadores para facilitar o acesso de pessoas em cadeiras de rodas ou com dificuldades de locomoção, que terão lugares especiais em assentos e espaços adaptados às suas necessidades.

Outras inovações são sistema de som, GPS, além de computador de bordo que auxilia o condutor a dirigir de forma mais segura e confortável para os passageiros.

"Assumimos o governo com a certeza de que tínhamos o pior transporte público do país, mas agora tenho convicção de que temos o melhor em funcionamento. Estamos vivendo uma nova era", completou o vice-governador Tadeu Filippelli.

RENOVAÇÃO - Ainda este mês chegarão os ônibus da bacia 2, de cor amarela, da Viação Pioneira, que colocará 640 novos veículos em circulação no Gama, Santa Maria, Itapoã, Paranoá, Jardim Botânico, Lago Sul, Candangolândia, Park Way e São Sebastião.

Até outubro, outras duas empresas passarão a operar: HP-ITA e Marechal, nas bacias 3 e 4, respectivamente.

A Piracicabana (que vai atuar na Bacia 1) colocará, até dezembro, os novos ônibus em circulação, o que representará uma renovação quase total da frota.

O investimento no novo Sistema de Transporte Público Coletivo movimentará R$ 1,7 bilhão nos primeiros 10 anos de operação.

Veja as linhas que ganharão novos ônibus neste sábado (13):

0.038 Riacho Fundo I/Taguacenter

0.381 Riacho Fundo I/Taguacenter

0.812 P Sul/P Norte

812.1 P Norte (Via Leste)

812.2 Riacho Fundo II/P Norte (Via Leste)

0.805 Recanto das Emas / Taguacenter (Buritinga - Feira dos Goianos)

805.1 Recanto das Emas / Taguacenter ( Pistão Sul-Comercial)

805.2 Circular Recanto das Emas / Taguatinga Centro

805.3 Recanto das Emas / Taguacenter (Comercial / SAMDU Sul - Norte)

805.4 Circular Recanto das Emas / Taguacenter (Pistão Sul)

805.8 Recanto das Emas / Taguatinga Centro (Via Boca das Mata)

805.9 Taguacenter/Boca da Mata

0.872 Recanto das Emas (Q 800) - R. Fundo Ii / Taguacenter (Feira Dos Goianos)

872.1 Riacho Fundo II (Qs 18) / Taguacenter (Feira Dos Goianos)

872.2 Recanto das Emas (Q 800) - Riacho Fundo II (Qs 18)/ Taguatinga Centro

872.3 Recanto das Emas (Q 800) - Riacho Fundo II / Taguacenter

872.4 Riacho Fundo II (Qs 18) / Taguatinga (Pistão Sul)

872.5 Taguacenter/300/500

872.8 Recanto das Emas (Qd. 800) / Taguatinga Centro (Via Boca Da Mata)

872.9 Recanto das Emas (Qd. 800) / Taguacenter (Via Boca Da Mata)

0.953 Vicente Pires / W3 Sul-Norte

0.962 Vicente Pires / SIG (Rodoviária - Esplanada - EPTG)

0.946 Recanto das Emas (Riacho Fundo II) / P Norte (Via Leste-QNR 05)

953.2 Rodoviária do Plano Piloto / Vicente Pires

0.960 Recanto das Emas / Vicente Pires (Pistão Norte-Sul)

Fonte: Agência Brasilia

Nova integração de ônibus em Taguatinga começa no dia 20

15/07/2013 - Destak Jornal

O novo sistema de integração do transporte público do Distrito Federal começará a funcionar em Taguatinga e Ceilândia no dia 20 deste mês com 41 linhas de ônibus a menos.

O sistema atual, que será aposentado quando o outro começar, conta com seis linhas que transportam passageiros para o Plano Piloto e 60 que circulam dentro de Taguatinga e Ceilândia. No novo modelo, apenas 25 linhas irão fazer parte da integração, que permite fazer duas viagens pagando apenas uma vez.

A redução, contudo, será temporária. Os trajetos integrados a partir do dia 20 serão feitos por 66 ônibus novos da empresa que venceu a licitação para atender parte da região. O número de linhas que fazem parte da integração subirá na medida em que novos coletivos das empresas que ganharam a concorrência para atender as cidades entrarem em circulação. Na previsão do governo, todas as linhas não só de Taguatinga e Ceilândia, mas de todas as regiões administrativas do DF, serão integradas até dezembro, quando a transição do antigo para o novo modelo deve ser concluída.

"Não podemos manter a integração velha à medida que colocamos ônibus novos. É inviável ter dois sistemas paralelos. Vamos sair de uma integração apenas entre Taguatinga e Ceilândia rumo ao Plano Piloto para um modelo mais abrangente, que atenda todas as regiões", explicou o diretor do Transporte Urbano do Distrito Federal, Marco Antônio Campanella.

A boa notícia é que as 25 linhas da nova integração passam não só por Taguatinga e Ceilândia, mas por Vicente Pires, Riacho Fundo I e II e Recanto das Emas, regiões que até então não eram contempladas. Além disso, funcionarão nos horários de pico e nos fins de semana, o que não ocorre hoje.

Outra novidade é que os passageiros não precisarão mais se deslocar para o centro de Taguatinga para fazer a segunda perna da viagem integrada para o Plano Piloto. O embarque no ônibus integrado poderá ser feito em qualquer parada por onde ele passe.

Fonte: Destak Jornal

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