terça-feira, 8 de junho de 2010

Brasilienses devem ficar sem ônibus na próxima segunda-feira


Publicação: 07/06/2010 11:20 Atualização: 07/06/2010 12:45- Correio Brasiliense
A partir da meia noite da próxima segunda-feira (14/6), a população que depende do transporte público deve ser prejudicada com a greve dos rodoviários. A paralisação foi aprovada em assembleia da categoria realizada no domingo (6/6). Eles pedem reajuste salarial e outros benefícios.
Segundo o diretor do Sindicato dos Rodoviários, Lúcio Lima, a pauta de reinvidicações está aprovada desde 30 de março, mas não houve sucesso na negociação com as empresas de ônibus. "Não restou outro caminho se não a greve", afirma.
Antes da paralisação, haverá uma nova assembleia. No entanto, a categoria garantiu que não desistirá da greve durante o encontro caso não seja oferecida nenhuma proposta aceitável aos trabalhadores até lá.
De acordo com Lúcio Lima, houve uma tentativa de negociação com as empresas há aproximadamente 15 dias. "Enviamos a pauta aos empresários no início de abril. Teve abril e maio todo para as negociações. Mas as empresas se recusaram a aceitar nossa proposta", explica.
Paralisação
Quase todas as empresas de ônibus vão aderir à greve. Apenas o Transporte Coletivo de Brasília (TCB) ficou de fora porque houve uma negociação com os servidores, de acordo com o presidente da empresa, Jorge Saiki. "A greve é geral e por tempo interminado", explica Lúcio Lima. O diretor ressaltou, ainda, que 30% dos serviços continuarão a funcionar. "Estaremos cumprindo a lei que determina funcionamento parcial."
Reivindicações
A categoria pede 20% de reajuste salarial e o mesmo percentual no tíquete da cesta básica. Além disso, entre os principais pedidos estão plano de saúde, licença maternidade, fim da obrigatoriedade da jornada extra e renovação da frota de ônibus com motor traseiro.
Em relação à jornada extra de trabalho, o diretor do Sindicato dos Rodoviários explicou que esse extra é obrigatório apenas para alguns, mas quase 100% dos servidores cumprem a jornada. "Isso cansa muito a categoria. Alguns chegam a trabalhar quase 12 horas seguidas", diz.
Sobre a renovação da frota, Lúcio disse que cidades que priorizam o transporte público já possuem ônibus com motor traseiro: "Esse coletivo oferece mais comodidade aos motoristas e também aos passageiros". A categoria quer que o governo torne isso obrigatório.

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